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CBF recua, rompe com Liga Sul-Minas-Rio e compra briga com times

'A casa dos 7x1 não quer saber do futebol brasileiro', diz Kalil

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

19 de outubro de 2015 | 19h45

Menos de uma semana após ter dado seu aval oficial à competição da Liga Sul-Minas-Rio, a CBF voltou atrás nesta segunda-feira. A entidade informou da necessidade de uma aprovação através de assembleia geral e irritou o CEO da liga, o ex-presidente do Atlético-MG Alexandre Kalil. O dirigente disparou críticas à CBF e garantiu que o torneio sai no próximo ano "de qualquer jeito".

Kalil esteve reunido com a CBF durante toda a tarde. A reunião estava marcada desde quinta-feira passada e serviria apenas para finalizar os detalhes do torneio. Era esperada para esta segunda a divulgação da tabela, com cinco datas. Mas, quando chegou ao encontro, Kalil foi informado que a CBF não poderia avalizar a competição.

Questionado pelo Estado sobre o motivo, Kalil demonstrou irritação. "A explicação é uma só: a casa dos 7 a 1 não quer saber do futebol brasileiro", disparou o dirigente. "Não tem outra explicação. Nenhuma explicação. Nós vamos fazer a competição de qualquer maneira."

A CBF vem sofrendo pressão de federações contrárias à competição. Na sexta-feira, a Federação de Futebol do Rio (Ferj) encaminhou ofício pedindo veto à liga. O mesmo já havia sido feito há algumas semanas.

Segundo Kalil, a liga está amparada na lei. "Nós vamos fazer a liga porque vamos seguir a lei. Para fazer liga de basquete não precisa de aprovação de confederação, por que nós precisaríamos?", indagou. "Foram eles (CBF) que nos chamaram para conversar, e não o contrário. Nós não precisamos do aval de ninguém."

Na próxima sexta-feira, representantes dos 15 clubes que integram a liga vão se reunir em Belo Horizonte. "Essa reunião já estava marcada. Na segunda-feira, sai a tabela. A liga está na rua", afirmou Alexandre Kalil.

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