Fabrice Coffrini/France Presse
Fabrice Coffrini/France Presse

CBF age rápido para 'blindar' Del Nero após prisão de Marin

Argumento é que atual presidente só assumiu comando há 40 dias

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2015 | 13h32

A CBF agiu rapidamente e, horas depois da prisão do ex-presidente José Maria Marin por suspeita de corrupção na Fifa, deu início a uma operação para blindar o atual comandante da entidade, Marco Polo Del Nero. A intenção é dissociar qualquer ato que envolva o dirigente que "governou'' até o dia 15 de abril passado da atual administração. O nome de Del Nero não foi citado nas investigações feitas pela polícia americana nem pelas autoridades suíças.

O secretário-geral da entidade, Walter Feldmann, falou com o Estado no início desta tarde e garantiu que o ambiente na sede da CBF está "tranquilo'' e que o expediente segue com normalidade. "Queremos o aprofundamento das investigações, o esclarecimento total dos fatos'', disse.

Ele insistiu que Del Nero assumiu a presidência apenas em 16 de abril, ou seja, pouco mais de 40 dias atrás, e que desde então tem trabalhado "para modernizar e dar transparência à gestão''.

Del Nero foi vice de José Maria Marin, mas o secretário-geral não acredita que a prisão do octogenário dirigente possa respigar no atual presidente. "A função (na CBF) é muito clara. O presidente é quem dá das determinações. Não há a menor preocupação nossa ou do Del Nero'', garantiu Feldman.

Ainda durante a manhã, a CBF divulgou nota oficial, de apenas quatro linhas, em que, sem citar nome algum, defende as investigações, ressalta que a administração Del Nero teve início em 16 de abril último e diz que "a entidade aguardará, de forma responsável, sua conclusão, sem qualquer julgamento que previamente condene ou inocente''.

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