Antonio Bronic / Reuters
Antonio Bronic / Reuters

Ceferin diz que Uefa só deverá introduzir árbitro de vídeo na temporada 2019/2020

Presidente da entidade europeia cita casos 'cômicos' para justificar adiamento de adoção da tecnologia

Estadão Conteúdo

18 de abril de 2018 | 12h14

Mesmo depois das polêmicas recentes envolvendo decisões dos árbitros em jogos importantes da Liga dos Campeões da Europa, sendo a principal delas a marcação de um pênalti polêmico que foi decisivo para o Real Madrid eliminar a Juventus nas quartas de final, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, afirmou que ainda não está convicto de que a utilização da arbitragem de vídeo seja uma solução consolidada para evitar erros dos juízes.

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Em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, publicada nesta quarta-feira, o dirigente máximo do futebol europeu revelou que a entidade só deverá possivelmente começar a introduzir essa tecnologia, conhecida como VAR (na sigla em inglês), em suas principais competições a partir da temporada 2019/2020.

O esloveno acredita que a adoção deste tipo de auxílio aos árbitros ainda necessita de mais testes e de um aperfeiçoamento de sua utilização antes de ser confirmada nos torneios chancelados pela Uefa, embora já esteja sendo implementada em duas das principais ligas domésticas do mundo, na Itália e na Alemanha, na Copa da Inglaterra e sido também confirmada no Mundial que será realizado neste ano na Rússia.

"Até o momento, nada está claro para os torcedores e para os árbitros... Vi situações cômicas na Alemanha, na Copa da Inglaterra e na Itália. Para o máximo nível do nosso esporte é necessário o melhor do melhor", afirmou Ceferin à La Gazzetta dello Sport, para quem também informou o prazo previsto para a introdução do VAR.

"De forma realista, na temporada 2019/2020 poderíamos ter a arbitragem de vídeo na Liga dos Campeões e na Eurocopa", avisou, se referindo também à próxima edição do principal torneio de seleções do Velho Continente, que ocorrerá daqui dois anos.

O dirigente ainda colocou mais "lenha na fogueira" ao dizer que o uso do VAR não teria "mudado em nada" a decisão do árbitro britânico Michael Oliver ao assinalar um pênalti polêmico nos acréscimos do segundo tempo do confronto no qual a Juventus vencia o Real Madrid por 3 a 0, no Santiago Bernabéu, e estava próxima de levar para a prorrogação a disputa da vaga nas semifinais da Liga dos Campeões.

Derrotado por 3 a 0 no confronto de ida, em Turim, o time italiano estava devolvendo o placar na capital espanhola, mas o pênalti permitiu que Cristiano Ronaldo marcasse o gol que levou o Real à próxima fase da competição, na qual o time espanhol terá pela frente o Bayern de Munique.

Ao falar do lance no qual Oliver viu falta de Benatia sobre Lucas Vásquez e apontou a penalidade para o Real no duelo do último dia 11, Ceferin destacou que a jogada é muito interpretativa e de difícil decisão para o juiz. "Há quem viu vinte vezes essa ação, e eu já vi cinquenta vezes. Para uma metade (das pessoas) segue sendo pênalti e para outra não", ressaltou o presidente da Uefa.

Para completar, o mandatário esloveno afirmou temer a utilização da arbitragem de vídeo na Copa do Mundo, o que só foi ser confirmado pela Fifa recentemente. "Tenho um pouco de medo para o Mundial, no qual haverá árbitros que nunca dirigiram um jogo com o VAR. Espero que não aconteçam escândalos ou problemas", disse.

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