Daniel Teixeira|Estadão
Daniel Teixeira|Estadão

Ceni e Mano Menezes travam duelo no Morumbi

São Paulo e Cruzeiro se enfrentam com destaque para os técnicos: um é quase estreante; o outro já foi campeão

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2017 | 07h00

São Paulo e Cruzeiro começam a disputar nesta quinta-feira, no Morumbi, às 21h30, um lugar nas oitavas de final da Copa do Brasil renovando a disputa entre um técnico consagrado e cascudo, o cruzeirense Mano Menezes, e outro inexperiente, que está começando a carreira ainda, o são-paulino Rogério Ceni. Mano é especialista em mata-matas; Ceni, quase um estreante no ofício.

O treinador do São Paulo está diante do maior desafio de sua curta trajetória. Desde a estreia no dia 12 de fevereiro, enfrentou adversários inferiores na fase de grupos do Campeonato Paulista e vai encarar o Corinthians nas semifinais a partir de domingo. Ceni vem implantando uma filosofia de jogo ofensiva, mas sofre com as oscilações da defesa, que não leva gols nos últimos três jogos. O Cruzeiro testa a evolução de suas ideias.

Como jogador, Ceni nunca venceu a Copa do Brasil. Esteve próximo em 2000 – próximo mesmo, pois o título estava garantido até os 44 minutos do segundo tempo –, mas acabou perdendo a taça na cobrança de falta de Geovanni. O rival era o mesmo Cruzeiro. “O Cruzeiro é um time bem formado, com jogadores mais experientes do que os nossos. Vamos tentar fazer o melhor com o apoio do torcedor no Morumbi”, disse Ceni.

Mano Menezes sabe jogar competições eliminatórias. Chegou à final da Libertadores com o Grêmio, em 2007, e conquistou a Copa do Brasil em 2009, com o Corinthians. Uma derrota, porém, foi especialmente dolorida: para o Sport, na Copa do Brasil de 2008, pelo Alvinegro paulista. “O time que quer passar precisa fazer bem os 180 minutos. Quando faz a primeira parte ruim, fica inviável reagir. Tem de saber jogar com o regulamento, que é especial, e buscar o gol fora de casa. Esse é o caminho”, receitou o técnico.

Independentemente do formato da disputa, o Cruzeiro está em grande fase. Após 19 jogos, a equipe é a única entre as 20 da Série A do Brasileirão que se mantém invicta. Entre Sul-Americana, Primeira Liga, Mineiro e Copa do Brasil, o time obteve 15 vitórias e quatro empates. Além do badalado quarteto ofensivo, formado por Thiago Neves, Arrascaeta, Robinho e Rafael Sobis, a equipe sofreu apenas dez gols. “Vai ser um jogo difícil, o Cruzeiro toma poucos gols. Vamos ter de pressionar e, principalmente, não podemos tomar gols”, disse o atacante Wellington Nem.

Os números do histórico entre as equipes são favoráveis ao time paulista. Os dois já se enfrentaram 78 vezes, e o São Paulo tem o dobro de vitórias que o Cruzeiro. Nos jogos eliminatórios, no entanto, a história muda. Em sete oportunidades, o Cruzeiro se deu melhor em cinco – duas pela Copa do Brasil. Além disso, foram três encontros pela Copa Libertadores, um pela Recopa Sul-Americana e outra pela Copa Ouro.

Logo após a vitória sobre o Linense por 5 a 0, sábado, Ceni determinou que não pouparia mais os atletas. A equipe vai entrar com sua melhor formação, com Pratto no comando do ataque e o artilheiro Gilberto no banco de reservas. Rodrigo Caio está recuperado de estiramento muscular na coxa esquerda, mas o meia Cueva continua em tratamento e fora do duelo. “Ele fará falta. É um jogador importante, mas vamos fazer um grande jogo”, diz Luiz Araújo.

O substituto de Cueva deve ser Nem, que jogará mais centralizado. “Não é onde eu gosto de atuar. Gosto de jogar pela direita, mas se o Rogério pede e precisa, eu faço naturalmente e ajudo o time”, disse o jogador.

Até a tarde desta quarta-feira, 30 mil ingressos haviam sido vendidos para a partida.

 

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