Ceni e Roger vivem situações distintas

O duelo contra o Atlético-MG, nesta quarta-feira, às 21h45, no Mineirão, é especial para o goleiro Rogério Ceni. O capitão do São Paulo, que ainda festeja o melhor momento da carreira, com a recém-conquista da Taça Libertadores, completará 618 jogos com a camisa tricolor e se tornará o atleta que mais vezes defendeu o clube em toda a história - o ex-goleiro Waldir Peres tem 617 partidas. A marca histórica de Rogério contrasta com a insatisfação de Roger Noronha, seu companheiro de posição. Reserva de Ceni, o goleiro garante que a diretoria está dificultando seu acerto com o Santos. "Faz dois anos que não recebo aumento e tínhamos um acordo verbal: se eu recebesse uma proposta melhor, seria liberado, sem ônus algum", contou. "O São Paulo não mostrou interesse em renovar meu contrato e ainda estipulou multa rescisória de US$ 1 milhão", desabafou Roger, com compromisso até 31 de janeiro. Por estar descontente, Roger está afastado do elenco - Flávio Kretzer viajou para Belo Horizonte como reserva de Rogério -, até que a situação se resolva. Mas os dirigentes não têm pressa. Alegam que os salários de Roger - entre R$ 30 e R$ 50 mil - estão em dia e que o tal acordo verbal pela liberação automática não existe. Além disso, não se mostram muito dispostos a negociar com o Santos, que teria procurado - via Cláudio Guadagno, empresário de Roger - o jogador e não a diretoria são-paulina. "O Santos reclama que os empresários do Robinho tentam levá-lo para o Real Madrid, mas não vejo diferença dessa situação com a do Roger", disse Marco Aurélio Cunha, superintendente de Futebol do clube. Aos 33 anos, Roger atuou apenas uma vez neste Campeonato Brasileiro, na vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, dia 9, no Morumbi. Devido à regularidade de Rogério Ceni, tem poucas chances de ser titular, mas por sua experiência é considerado importante para o elenco. Além do Santos, Roger diz ter recebido outra proposta para deixar o Morumbi. Contra o Atlético-MG, será o quarto jogo consecutivo que Roger não ficará sequer entre os reservas. ?Se a diretoria não quer liberá-lo é porque está valorizado?, disse Rogério Ceni. ?Além disso, não fica bem reforçar uma equipe rival.?

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