Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Ceni fala em 'parar o futebol' após invasão do vestiário do Coritiba

Goleiro do São Paulo chama incidente de 'vergonha' para o futebol

O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2015 | 21h47

A invasão do vestiário do Coritiba por torcedores do clube revoltou Rogério Ceni. O goleiro do São Paulo viu o meia Thiago Galhardo ter que se esconder no espaço dedicado ao Tricolor paulista para fugir de uma possível agressão. Segundo o atleta, o incidente é motivo para "parar o futebol".

"Você vê que no jogo de hoje os jogadores do Coritiba correram e lutaram até o fim, mas no futebol um tem que ganhar e o outro tem que perder. É natural do futebol. Isso que aconteceu, para mim, é caso de parar o futebol. Porque aconteceu hoje com o Coritiba e amanhã vai acontecer com outro time", disse Ceni.

Não é a primeira vez este ano que a torcida do Coritiba entra no vestiário para cobrar os atletas por um mal resultado. Na sétima rodada do Brasileirão, após a derrota para o Flamengo, houve uma conversa. Neste domingo, os torcedores chegaram até o local destinado ao aquecimento dos jogadores e chutaram a porta do vestiário tentando entrar, só sendo impedidos por seguranças e pela chegada da polícia.

O Couto Pereira, por sua vez, já foi palco de cenas de violência. Em 2009, quando o Coritiba foi rebaixado para a Série B do Brasileiro, a torcida invadiu o campo e o estádio acabou sendo interditado. 

"Não é de direito de um torcedor fazer isso. Aliás, torcedor, como diz a palavra, ele vem ao estádio vibrar, torcer, trazer a família. É uma vergonha para o futebol brasileiro", disse Rogério Ceni.  

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