Ceni: São Paulo vai agir em silêncio

Depois de três dias de silêncio, a direção do São Paulo finalmente se manifestou efetivamente sobre a coletiva dada pelo goleiro Rogério Ceni na terça-feira, quando confirmou sua permanência no Morumbi. O Jornal da Tarde conversou com o diretor jurídico do clube, Francisco de Assis Vasconcelos, que fez questão de dizer que o São Paulo não está entrando com nenhum tipo de ação contra o jogador no momento. "Até caberia uma ação, baseada no princípio jurídico sobre o qual todo aquele que, por ação ou omissão, venha a causar prejuízo a alguém, é obrigado a se reparar. Mas se tiver que entrar com uma ação, pode ter certeza de que não ficarei alardeando". Vasconcelos também negou que o São Paulo esteja pensando em abrir mão de Rogério para a disputa do Campeonato Brasileiro e Copa Mercosul. A tônica de seu depoimento é uma crítica direta ao posicionamento de Gislaine Nunes, advogada contratada por Rogério para lhe defender no caso da suposta proposta do Arsenal que não se concretizou. "Acho que os advogados não precisam vir a público para falar sobre o que irão fazer. Se tiver que tomar alguma decisão a farei em juízo", afirmou Vasconcelos. O diretor do São Paulo também questionou o fato de Gislaine ter anunciado em entrevistas, que antecederam a coletiva de Rogério, que o mesmo estaria saindo do Morumbi. "Depois de tudo o que aconteceu, seria melhor que ela não tivesse falado nada". Vasconcelos confessou que o departamento jurídico do São Paulo não trabalha de forma precipitada. "Ela (referindo-se à advogada Gislaine Nunes) pecou no aspecto ético. Agora devemos esperar as coisas acontecerem com naturalidade". O diretor confessou também que o presidente Paulo Amaral ainda está aborrecido com o caso. "Ele não quer se precipitar. Mas posso garantir que não vai retirar nenhuma palavra do que disse anteriormente". Procurada pelo JT, a advogada Gislaine Nunes não foi encontrada.

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