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Ceni: "Tirei um caminhão das costas"

Rogério Ceni nunca escondeu sua fixação em conquistar a Copa Libertadores da América. No entanto, sempre adotou discurso cauteloso - principalmente na semana da grande decisão. Talvez para evitar uma frustração maior, caso o título acabasse nas mãos do Atlético-PR. Com o troféu de campeão garantido, o goleiro do São Paulo, enfim, extravasou.Ele foi, com certeza, o atleta que mais comemorou o tão sonhado tricampeonato do São Paulo na competição. Vibrou tanto que até exagerou ao dizer que já poderia "morrer" porque seu nome estava escrito na história."Tirei um caminhão de cimento das minhas costas. Qualquer outro resultado que não fosse o título seria tratado como um grande fracasso pela imprensa e pelos torcedores. É esse o risco que a gente corre quando trabalha em um grande clube como o São Paulo. Entre o fracasso e a conquista existe uma linha muito próxima", reconheceu Rogério Ceni.Como se não bastasse a liderança em campo e as boas defesas, o goleiro foi o artilheiro do São Paulo na Libertadores, ao lado de Luizão, com cinco gols. Na carreira, totaliza 52 - 36 de falta, dez de pênalti e mais seis em decisão por pênaltis.A noite de Rogério Ceni foi longa. Mas, em vez de participar da comemoração que aconteceu em uma churrascaria, com o restante do elenco, ele foi cuidar de suas filhas, as gêmeas Beatriz e Clara, que completarão sete meses na quarta-feira."Só dei um passadinha lá (na churrascaria) e fui para casa. Quem tem criança pequena sabe como é, né? Aproveitei para assistir o teipe do vídeo. Faço isso depois de todas as partidas", afirmou o goleiro, que dizia ter condições de defender o pênalti desperdiçado por Fabrício, do Atlético-PR, no minuto final do primeiro tempo. "Não cabia uma bola no espaço que existia entre a minha mão e a trave. Com certeza, eu pegaria."Nem mesmo no dia em que o técnico Paulo Autuori dispensou os titulares, Rogério Ceni teve moleza. Apresentou-se junto com o restante do elenco, mas, quando todos se aprontavam para curtir o dia de folga ao lado da família, o capitão do tri foi obrigado a tratar as dores nos músculos da coxa e do braço que o incomodam nas últimas semanas. Só foi liberado no início da noite.Nem isso foi capaz de tirar o bom humor do goleiro. "O momento de levantar a taça foi muito legal. Ainda mais para mim, que a perseguia há tanto tempo e que vi o Raí erguê-la, em 92 e 93. Sou o segundo atleta do São Paulo a levantar a Libertadores e isso ficará marcado para o resto da minha vida", contou Rogério Ceni.

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