Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Centenária, Vila Belmiro será reformulada e receberá 'jogos menores'

Estádio continuará sendo usado para jogos menores

Luiz Alexandre Souza Ventura, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2016 | 07h00

O futuro da Vila Belmiro está garantido, afirma Modesto Roma Júnior, presidente do Santos. “A Vila continua sendo um estádio com tradição, para ser usado principalmente em pequenos espetáculos. Vai sofrer uma reformulação, uma modernização, e será explorada como uma parte fundamental da história do Santos, além de abrigar jogos menores’’, diz.

As reformas na Vila Belmiro devem começar assim que a nova arena do clube estiver concluída, o que está previsto para setembro de 2019. Desde sua inauguração, em 12 de outubro de 1916, o Estádio Urbano Caldeira passou por muitas obras e está modernizado “na medida do possível, mas ainda é um estádio de 100 anos’’, pondera o presidente. A manutenção da Vila Belmiro custa ao clube entre R$ 200 mil e R$ 300 mil por mês. Aproximadamente 30% desse total são gastos no gramado. “É o que temos de mais moderno, mais atualizado na Vila.’’

Um estudo de viabilidade feito pela Fernandes Arquitetos Associados prevê a urbanização do entorno do estádio (com unificação do piso) e a instalação de uma área comercial na parte externa, perto da entrada principal. Entre as possíveis atividades propostas para o interior estão a construção de um lounge com bar ou restaurante, além de perímetros para exploração comercial e promocional, bem como uma área para locação e até a realização de feiras e eventos em parte do gramado.

Uma dívida de R$ 2,1 milhões do Santos com Pelé causou a penhora oficial da Vila em maio. A execução tramita na 16.ª Vara Cível de São Paulo. A Sport 10 Licenciamento, empresa que gerencia a imagem de Pelé, chegou a pedir à Justiça a substituição da penhora por dinheiro a ser recebido do canal Esporte Interativo pela assinatura do contrato de transmissão de jogos do Brasileiro entre 2019 e 2024. “Existe uma penhora, mas trata-se apenas de um bem dado como garantia em um processo. É uma bobagem’’, afirma Modesto Roma.

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