Rubens Chiri/Divulgação
Rubens Chiri/Divulgação

Centurión apoia Ganso: 'Quem não se irrita, não sente o futebol'

Argentino defende camisa 10 do São Paulo por reclamações

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2015 | 07h00

O meia Centurión, do São Paulo, disse nesta quinta-feira estar arrependido de escrever reclamações no Twitter e defendeu Ganso, outro colega que também demonstrou insatisfação com as decisões do técnico. Para o argentino, a reação do camisa 10 é bastante compreensível e não causa mal estar no elenco.

"No vestiário tudo fica bem. A gente sempre conversa. Fica uma imagem ruim mesmo somente para fora. Se um jogador como ele, camisa 10, que ganhou a Libertadores, não se irrita, é porque não sente o futebol", comentou. No último domingo, o meia Ganso se recusou a cumprimentar Juan Carlos Osorio e chutou um copo d'água ao deixar o campo no segundo tempo da vitória por 3 a 1 sobre o Coritiba, pelo Brasileirão.

Há cerca de duas semanas foi Centurión quem se queixou. O argentino disse no Twitter que atuou por pouco tempo contra o Fluminense, mas agora analisou o ato como um equívoco e disse ter aprendido a lição. "Creio que o Twitter foi algo que saiu de dentro de mim, mas me equivoquei. Sou jovem e tenho que aprender com esses pequenos detalhes", disse o argentino.

No empate sem gols no Morumbi o jogador de 22 anos entrou no segundo tempo na vaga Michel Bastos e ao fim da partida, desabafou na rede social, ao dizer que nem o melhor do mundo seria capaz de fazer algo em tão pouco tempo em campo. Centurión contou que pediu desculpas ao elenco e comemorou a boa sequência na equipe. Titular nos dois últimos jogos, participou de quatro dos sete gols marcados pelo São Paulo e já desfruta de bom relacionamento com a torcida. O argentino afirma estar mais adaptado ao Brasil e aos companheiros.

Quando chegou ao São Paulo, no começo do ano, o ex-atleta do Racing teve problemas de ambientação. O então técnico Muricy Ramalho disse em março que Centurión era muito tímido e pouco se entrosava com os colegas. "Sou assim mesmo. Tenho uma personalidade fechada. Mas agora estou mais acostumado, saio para restaurantes e shopping. Antes eu não fazia isso".

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