César não vê favoritismo do Palmeiras

Apesar do clima de decisão que está sendo criado em Belém para a partida de domingo entre Palmeiras e Paysandu, o zagueiro César prefere analisar a decisão da vaga para a final da Copa dos Campeões por um outro foco. "Trata-se de apenas mais um jogo, que tem como diferencial o fato de envolver dois times invictos". O zagueiro também não acredita que a maior tradição do Palmeiras possa fazer diferença. E relembra que a equipe foi eliminada da Copa do Brasil em pleno Parque Antártica pelo ASA de Arapiraca, justamente em sua estréia no clube. "A partida de domingo será definida em vários detalhes. Mas é inegável que o Paysandu levará vantagem por atuar em casa. A torcida será um adversário a mais para nós". César aponta a campanha do time paraense na competição para enfatizar as possibilidades do Palmeiras chegar à decisão. "Eles jogaram quatro vezes, empataram duas e venceram outras duas. Domingo passado conquistaram a vaga no último minuto. Se continuarmos com essa determinação e união até o final, as chances de ganhar o título são boas". Companheiro de César na zaga, Alexandre comemora os números desta Copa dos Campeões. Até o momento, a defesa do Palmeiras sofreu apenas dois gols na competição em quatro partidas. "O fato de ser amigo do César dentro e fora do campo ajuda bastante. Por estarmos atuando juntos há seis meses o entrosamento chegou naturalmente. Mas o segredo maior está na conversa e nós nos falamos durante os 90 minutos de jogo". Para Vanderlei Luxemburgo, o pequeno número de gols que o Palmeiras sofreu tem outra explicação. "Os três jogadores da frente, Lopes, Nenê e Muñoz, estão marcando a saída de bola dos adversários. Naturalmente a defesa está bem menos sobrecarregada". Embora praticamente não seja citado pelos jornalistas, o volante Paulo Assunção revela que em muitos momentos das partidas é obrigado a recuar e jogar como zagueiro. "Sem contar que sou obrigado a cobrir as descidas do Fabiano Eler e do Arce constantemente", explica, fazendo questão de citar que em campo e fora dele se espelha em César Sampaio. "Se algum dia eu jogar metade do que ele joga estarei feliz. Mas para atingir o nível dele ainda me falta mais experiência".

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