Chamusca se exime de culpa por derrota

Para o técnico Péricles Chamusca, a derrota do São Caetano para o Atlético-PR, por 5 a 2, não foi resultado de sua mudança tática, a partir dos 17 minutos do segundo tempo. Trocou o 3-5-2 pelo 4-4-2 ao tirar o zagueiro Thiago para a e ntrada do volante Paulo Miranda, mas em seguida o time sofreu os dois gols da virada do líder do Campeonato Brasileiro. "Precisávamos acertar a marcação no meio campo, onde o Fernandinho e o Jadson estavam muito livres. Mas não deu nem tempo de nada, por que os gols saíram rapidamente", explicou o técnico. Agora, ele reconhece o fim do sonho pelo título da temporada, derrubado pela matemática. O Azulão continua com 77 pontos, em quarto lugar, e deve brigar pela quarta vaga na Copa Libertadores contra o Palmeiras, que está dois pontos atrás. Na penúltima rodada vai receber o Santos, vice-líder, no ABC, encerrando sua participação contra o Atlético, em Minas Gerais. Os jogadores também lamentaram a virada, principalmente pelo bom primeiro tempo. "Como eles jogam mais no contra-ataque, nós ficamos com espaço para tocar a bola. Mas depois sofremos a virada e o time se perdeu", analisou Marcinho, que abriu o placar pa ra o Azulão. O goleiro Fabiano lamentou ter substituído o titular Silvio Luiz em momento tão delicado. Silvio sentiu uma lesão muscular na coxa e acabou vetado momentos antes do jogo. "Acho que fui bem. Só dei azar no segundo gol, quando a bola veio com efeito e não consegui segurar. A verdade é que eles foram muito bem no segundo tempo". A preocupação no clube nesta segunda-feira é o julgamento, em primeira instância, do caso Serginho. O time corre o risco de perder 24 pontos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), além de ter punidos seu presidente, Nairo Ferreira de Souza, e o médico Paulo Forte.

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