Márcio Cunha / Chapecoense
Márcio Cunha / Chapecoense

Chape aposta em 'time que não encaixou' para tentar escapar de inédito rebaixamento

Diretoria aposta no trabalho de Marquinhos Santos para se manter na elite do futebol brasileiro

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2019 | 11h00

A má situação financeira da Chapecoense se reflete dentro de campo. O time catarinense iniciou a rodada na lanterna da competição e precisará de pelo menos duas rodadas para deixar a zona de rebaixamento. A diretoria admite ter feito escolhas erradas, que podem ocasionar no primeiro rebaixamento da história do clube.

“Nosso time não encaixou, não deu liga”, resumiu Paulo Magro, presidente em exercício. O problema não é de agora. De 2017 para cá, já passaram oito treinadores pelo clube, sendo três só neste ano. “Acho que a gente deveria ter dado mais tempo aos treinadores, mas tem a pressão da torcida e a cultura do futebol é imediatista”, defende-se Magro.

Desde que deixou a Série D, a Chape nunca foi rebaixada. Marquinhos Santos e seu elenco tenta evitar o vexame histórico de um rebaixamento. “A gente acredita que dá para reverter. Estão chegando alguns jogadores e vamos melhorar”, aposta o dirigente. 

Marquinhos Santos conta com o aval da diretoria, mas não era a primeira opção. O time foi atrás do técnico Lisca, mas ele pediu um salário muito elevado e as conversas não foram adiante. O fato é que sucessivos erros de contratação tanto de técnico como jogadores culminaram na situação delicada vivida pelo time catarinense. O clube investiu pesado em alguns atletas que não deram o retorno esperado e a conta está sendo paga agora.

Aposta nos jovens

Com um elenco limitado, uma das saídas pode ser apostar na base, algo comum para um clube que está em situação complicada e sem dinheiro. Cinco jogadores são vistos com bons olhos e podem render em campo ou  em uma futura negociação: o zagueiro Hiago, o volante Tharlis, o meia Vini Locatelli, o atacante Régis e o principal deles, o goleiro Tiepo, destaque da equipe.

A base, inclusive, é vista como uma salvação para um futuro próximo. Em fevereiro, o dirigente José Carlos Brunoro, famoso por seu bom trabalho no Palmeiras, nos tempos de Parmalat, foi contratado para reformular a base e fazer o time revelar novos talentos. 

A expectativa da diretoria é que o time consiga escapar do rebaixamento e vender pelo menos um jogador por uma boa quantia. Tiepo é o mais visado no mercado nacional e internacional. mas antes de pensar em negociação, a ordem é evitar mais uma triste notícia para a torcida da Chape.  

 

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