Márciio Cunha/Chapecoense
Márciio Cunha/Chapecoense

Chapecoense admite falhas no combate à covid-19, mas contesta: 'Patinho feio'

'Parece que a covid que atingiu a Chape é diferente da que atinge quem está em shopping, nas ruas, comércio', diz presidente do clube

Redação, Estadão Conteúdo

15 de julho de 2020 | 15h36

O alto número de casos do novo coronavírus dentro do clube fez com que o presidente da Chapecoense, Paulo Magro, desse entrevista sobre os procedimentos adotados pela agremiação envolvendo os protocolos utilizados na retomada do Campeonato Catarinense, paralisado após o anúncio de que 14 integrantes da equipe estavam infectados com a doença.

"Sempre cumprimos o protocolo, possivelmente tivemos falhas. Temos que pensar que os jogadores ao chegar no clube eles seguem o protocolo, mas após o treino, a pessoa tem sua vida, tem sua casa, embora recebam os procedimentos, aconteceu. Estamos conscientes e crentes que vamos continuar seguindo o protocolo", falou o mandatário à CBN/Diário.

Magro destacou ainda que a Chapecoense vem recebendo um tratamento muito diferente daqueles que estão sendo contaminados em outros lugares públicos. "Defendo que seja seguido o que a secretaria de estado determine. Vamos cumprir. Parece que a Chape é o patinho feio, parece que a covid que atingiu a Chape é diferente da que atinge quem está em shopping, nas ruas, comércio", contestou.

Dos 14 funcionários infectados com o novo coronavírus, o caso que gera mais preocupação é o do atacante Roberto. Ele está internado e tem o auxílio de suplementação de oxigênio para conseguir respirar adequadamente. No entanto, o quadro é estável.

Na primeira retomada do Campeonato Catarinense, a Chapecoense largou na frente do Avaí ao derrotar o rival por 2 a 0, na Arena Condá, pela primeira partida das quartas de final. Agora, poderá perder por até um gol de diferença para avançar de fase.

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