Luis Eduardo Noriega|EFE
Luis Eduardo Noriega|EFE

Chapecoense quer centralizar sobreviventes no mesmo hospital em Medellín

Jogadores Neto, Alan Ruschel, Follmann e o jornalista Rafael Henzel estão internados

Ciro Campos, enviado especial a Medellín, O Estado de S. Paulo

01 de dezembro de 2016 | 15h09

O diretor médico da Chapecoense, Carlos Mendonça, disse nesta quinta-feira em Medellín, no noroeste da Colômbia, que pretende reunir no mesmo hospital os quatro sobreviventes brasileiros do acidente aéreo com a delegação do clube. Estão internados em estado crítico o zagueiro Neto, o lateral-esquerdo Alan Ruschel, o goleiro Follmann e o jornalista Rafael Henzel, que cobriria a final da Sul-Americana para a Rádio Oeste.

"Vamos juntar todos os pacientes em um local só para a logística médica e familiar ficar melhor. Só temos a agradecer ao povo da Colômbia pelo carinho. Todos os sobreviventes estão sendo muito bem tratados", afirmou o diretor, que concedeu entrevista ao deixar o Instituto de Medicina Legal e Ciencia Forense de Medellín. Para o local foram levados os corpos das 71 vítimas, 64 delas de nacionalidade brasileira.

Neto e Henzel estão em La Ceja, cidade mais próxima ao local da queda, uma localidade conhecida como Cerro El Gordo. O hospital fica a cerca de 1h30 de viagem de Medellín. O defensor foi o último a ser resgatado após a queda da aeronave. Já o jornalista, apresenta um trauma torácico e uma fratura de perna.

Em outra cidade próxima a Medellín, Rionegro, está internado na clínica Somer o lateral Alan Ruschel, que corre o risco de ficar paraplégico. O hospital San Vicente, em Medellín, é onde está o goleiro reserva Follmann. O jogador é quem apresenta o quadro mais grave, ao ter a perna direita amputada e com a possibilidade de ter de passar por nova amputação, dessa vez no pé esquerdo.

O presidente da Comissão Nacional de Médicos da Futebol, da CBF, Jorge Pagura, está em Medellín para acompanhar a recuperação dos sobreviventes o trabalho de reconhecimento dos corpos. Ele disse que o processo de liberação dos cadáveres precisa de mais etapas além apenas da identificação. "Você precisa de três processos. Um deles é reconhecer. O segundo, é ver a causa da morte, estágio bastante importante. O outro é o envio à funerária", explicou.

 

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