Reprodução/ Facebook Chapecoense
Reprodução/ Facebook Chapecoense

Chapecoense rebate acusação de empresário sobre esquema de corrupção

Rodolfo Forte Neto afirma que comissão por serviços prestado foi para amigo do presidente, que nega

Estadão Conteúdo

01 de dezembro de 2017 | 20h06

A sexta-feira foi bem agitada nos bastidores da Chapecoense. Após denúncia de corrupção na parte da manhã, o presidente Plínio David De Nês, em entrevista coletiva no período da tarde, negou a acusação feita pelo empresário Rodolfo Forte Neto, que tem uma autorização para negociar internacionalmente pelo clube.

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A denúncia de Rodolfo Forte Neto consiste em duas frentes. Uma é referente à negociação de contrato de patrocínio com a Qatar Airways - patrocinadora do Barcelona - no valor de 36 milhões de dólares (perto de R$ 120 milhões), por três anos. Para isso, receberia 2% de comissão, mas o acordo não avançou.

A outra é o não recebimento de comissão por ter acertado amistosos para a Chapecoense após a tragédia aérea na Colômbia. O empresário diz que o repasse pertencente a ele foi feito a um amigo de Plínio David De Nês, em Chapecó (SC). "O que nós assinamos é que ele nos representaria nas ações do Catar, mas como não teve resultado, não recebeu nada. Ele também receberia para trazer jogos, mas como não trouxe não tem direito a nada. Ele alega que tinha conversado com os italianos, porém não tinha nada no contrato com a Roma", disse o presidente, que irá processar Rodolfo Forte Neto por calúnia e difamação.

Além de rechaçar qualquer tipo de participação de Rodolfo Forte Neto, a direção da Chapecoense apresentou valores que o empresário teria recebido como adiantamento para conseguir os acordos para amistosos. O diretor financeiro Roberto Merlo disse que o time catarinense adiantou R$ 83 mil e o repasse para o jogo contra a Roma foi de R$ 550 mil. "Se ele tivesse direito a 10% (R$ 55 mil) do amistoso, ainda ficaria nos devendo (R$ 28 mil). Se tem alguém devendo neste caso é ele", alertou.

O empresário disse ter esperado para fazer a denúncia somente após a Chapecoense ter confirmado a sua permanência na elite do futebol brasileiro para não atrapalhar o emocional do time. O clube catarinense ainda pode garantir uma vaga na Copa Libertadores de 2018 em caso de vitória contra Coritiba, neste domingo, pela 38.ª e última rodada do Campeonato Brasileiro, e uma série de resultados favoráveis.

O técnico Gilson Kleina deixou o elenco bem longe deste clima pesado e fez os últimos ajustes para o compromisso contra o Coritiba. O time deve ter algumas novidades como a volta de Fabrício Bruno na defesa e entrada de Moisés Ribeiro no meio de campo. Após cumprir suspensão diante do Bahia - vitória por 1 a 0 -, Arthur Caíke entra na vaga de Luiz Antônio e deixa o time mais ofensivo.

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