Rafael Bressan/Chapecoense
Rafael Bressan/Chapecoense

Chapecoense segura as emoções e se apoia na torcida para ficar na Série A

Ciente da situação delicada, torcida alviverde esgotou os ingressos e a expectativa é que o estádio bata o seu recorde de público na competição

Estadão Conteúdo

02 Dezembro 2018 | 15h42

Na mesma semana em que a tragédia aérea envolvendo a delegação da Chapecoense completou dois anos, o clube pode ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. É claro que o peso dos acontecimentos não é nenhum pouco comparável, mas qualquer pessoa envolvida com o time vive um misto de emoções nos últimos dias. Após prestarem as devidas homenagens na última quinta-feira, os torcedores vivem a expectativa de saber o que vai acontecer dentro de campo, a partir das 17 horas deste domingo, na Arena Condá, em Chapecó (SC), em duelo contra o São Paulo, pela 38.ª e última rodada.

O jogo é decisivo para o futuro do time catarinense, não apenas no sentido esportivo. Um rebaixamento pode desencadear grandes problemas financeiros, uma vez que o clube acumula 54 ações na Justiça, algumas trabalhistas e outras relacionadas à tragédia de 2016. Ciente da situação delicada, a torcida alviverde esgotou os ingressos e a expectativa é que o estádio bata o seu recorde de público na competição, com a presença de 19 mil pessoas.

A Chapecoense é o primeiro time fora da zona de rebaixamento, em 16.º lugar com 41 pontos, e precisa vencer para se livrar da queda sem depender de outros resultados. Caso não ganhe, corre o risco de ser ultrapassada pelo 17.º colocado América-MG, que tem 40, ou pelo 18.º Sport, com 39.

O zagueiro Neto, um dos sobreviventes da tragédia na Colômbia, foi bastante procurado nesta semana. Ele lembrou com emoção os esforços dos ex-companheiros mortos em Medellin. "Aqueles que se foram fizeram o impossível acontecer. Nisso tudo, a Chapecoense cresceu sem perceber e, agora, precisa ficar na elite nacional". Para o atacante Wellington Paulista "é uma questão de honra manter o time na Série A."

O técnico Claudinei Oliveira não fez mistério durante os treinamentos no CT de Água Amarela, em Chapecó. Nas atividades, ele montou a equipe titular com os mesmos nomes que começaram jogando no empate sem gols contra o Corinthians, na rodada passada, em São Paulo. Sem nenhuma mudança ou teste, confirmou a mesma escalação.

 

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