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Chefe da arbitragem da CBF exalta postura de Rodrigo Caio em clássico: 'Exemplar'

'Serve de exemplo, vivemos muita malandragem e isso tem prejudicado o espetáculo', afirma Marcos Marinho

Estadao Conteudo

17 de abril de 2017 | 17h42

O chefe de arbitragem da CBF, Marcos Marinho, elogiou nesta segunda-feira a postura do zagueiro Rodrigo Caio, do São Paulo, por ter explicado ao árbitro de que o corintiano Jô não deveria receber o cartão amarelo durante o clássico do último domingo pelo Campeonato Paulista. O dirigente explicou que a conduta é um exemplo a ser seguido pelos demais atletas.

"A atitude de Rodrigo Caio é para se levar realmente como exemplo, que estamos precisando no futebol. Estamos vivendo muito da malandragem e isso tem prejudicado o espetáculo. Pênaltis que os jogadores simulam, por exemplo, e, infelizmente, não é tão fácil para o árbitro identificar", disse Marcos Marinho, em comunicado publicado pela CBF no site.

No lance durante o clássico, o defensor são-paulino protegeu a bola para o goleiro Renan Ribeiro fazer a defesa, enquanto Jô também disputava o lance. Renan recebeu um pisão na perna e o árbitro Luiz Flávio de Oliveira pensou que o autor teria sido Jô, a quem puniu com o cartão amarelo. Rodrigo Caio, porém, avisou que era ele quem tinha pisado sem querer no companheiro e, com isso, o árbitro cancelou a advertência.

No comunicado, a CBF brincou que Rodrigo Caio mereceria um cartão verde, gesto implantado neste ano na disputa da Copa Verde para premiar atitudes de "fair-play". Até agora foram aplicados 10 cartões. "Se todo mundo ajudar, o espetáculo vai ser melhor. Os resultados serão mais justos. Trabalhamos para uma arbitragem melhor, mas acho que também precisamos trabalhar o outro lado, que é menos malandragem no futebol", afirmou Marcos Marinho.

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