CBF
CBF

Chefe da arbitragem não vê a via judicial como bom caminho

Coronel Marinho critica decisão: 'Não vejo conveniente fazer esse tipo de coisa'

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2016 | 07h00

O coronel Marcos Marinho de Moura, chefe da Comissão da Arbitragem da CBF, entende que recorrer à Justiça comum contra dirigentes, treinadores e jogadores não é o melhor caminho para os árbitros. Ele respeita o direito de o ‘ofendido’ buscar reparação, mas considera mais indicado resolver a questão na esfera esportiva. E alerta para as consequências de uma ação judicial.

“Eu não vejo como conveniente para ele (árbitro) fazer esse tipo de coisa (ir à Justiça comum). Acho que tem de resolver na esfera administrativa’’, disse Marinho ao Estado. “E tem de ver que isso acaba prejudicando. Sempre existe uma consequência. Eu não vou poder escalar um cara que está processando um clube. É questão de bom senso.”

O comandante da arbitragem afirma que árbitros e assistentes precisam, acima de tudo, analisar com muita frieza essas situações. “Tem de pensar o que convém e o que não convém. A Justiça Desportiva tem uma série de sanções, acho que são suficientes para aplicar sobre os atletas, dirigentes e até sobre os próprios árbitros”, defende.

Marinho pondera que, para que uma ofensa fique caracterizada, é preciso que “ela seja uma coisa bem pessoal”. “Às vezes, é no próprio calor da partida, não é coisa pessoal. E o árbitro tem de pensar que tem uma carreira toda pela frente.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.