JF Diorio/Estadão
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Chefe da arbitragem rebate críticas e diz que Ceretta é ingrato

Sérgio Corrêa não vê motivos para árbitros se rebelar

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2015 | 07h00

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, rebateu as críticas feitas por Guilherme Ceretta de Lima. O árbitro decidiu não apitar mais no Brasileirão e, em entrevista ao Estado publicada no domingo, disse ter tomado a atitude em protesto contra a comissão, que usaria critérios políticos para definir escalas e promoções de juízes e assistentes. Corrêa afirmou que Ceretta foi “ingrato, infeliz e desrespeitoso’’.

O árbitro paulista afirmou que estava sendo pouco aproveitado e alegou ter ficado dez rodadas (do Brasileiro) fora da escala depois de ter cometido erros numa partida, o que não ocorreu com outros juízes.

Corrêa contesta. “Ele ficou duas ou três rodadas fora do sorteio (após ir mal num jogo entre Coritiba e Flamengo). Depois, veio a avaliação física e teórica e ele faltou. Ao faltar, não pôde mais ser escalado.’’

Ele disse ter documentos que comprovam que Ceretta deixou de ser escalado várias vezes por pedir dispensa, alegando motivos de saúde - em maio, apresentou atestado por ter contraído dengue - e particulares.

O juiz, aspirante ao quadro da Fifa, não colocou em dúvida a honestidade dos integrantes da comissão da arbitragem, mas considera que eles não têm conhecimento suficiente para exercer a função. Também reclamou do fato de árbitros que se tornaram aspirantes depois dele foram efetivados no quadro da Fifa, o que não ocorreu com ele.

“Fui eu quem indicou Ceretta para ser promovido a aspirante em 2012, antes de me licenciar por problemas de saúde’’, retrucou Corrêa, irritado. “Em 2013 e 2014, ele não foi promovido porque Aristeu Tavares e Antonio Pereira da Silva, que comandavam a comissão, entenderam que ainda não era hora. Ele falou bobagem.’’ Corrêa lembrou que Tavares e Pereira foram árbitros da Fifa.

Sobre a acusação de ter de fazer política para agradar às federações estaduais, Corrêa rebateu: “Então eu teria de escalar árbitros de 27 federações. E teria pelo menos uma dúzia de descontentes’’.

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