Chefe da delegação aposta em imagens católicas para dar sorte à seleção

Gustavo Dantas Feijó conversa com o Estado

SILVIO BARSETTI - ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S. Paulo

14 de junho de 2013 | 08h34

BRASÍLIA - Convidado pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, para ser o chefe da delegação da seleção durante a Copa das Confederações, Gustavo Dantas Feijó se apresentou nesta quinta-feira à comissão técnica para saber quais vão ser suas atribuições até o fim da competição. Orgulhoso pela deferência “ao povo de Boca da Mata”, município a 72 quilômetros de Maceió e do qual é prefeito, Feijó, que também presidente a Federação de Futebol de Alagoas, contou ao Estado que colocou na bagagem duas imagens católicas. “Vou levar 'uma' Santa Rita e também a Virgem dos Pobres.”

Nesta entrevista por telefone, Feijó disse que vai tentar convencer o técnico Luiz Felipe Scolari a permitir que as imagens sejam levadas para os vestiários dos estádios em que o Brasil atuar na Copa das Confederações.

Como o senhor recebeu o convite para chefiar a delegação?

FEIJÓ – O presidente Marin me telefonou, depois da desistência do Rubinho (Rubens Lopes, da federação carioca, recusou o convite) e medisse: 'pega logo esse negócio, vamos lá, que vai ser bom pra você'. Eu aceitei prontamente.

E qual foi a reação em Boca da Mata com a honraria?

FEIJÓ – O povo de lá está orgulhoso demais, rapaz. Recebi muitos telefonemas. Vai ficar mais ainda quando trouxermos esse título. Sou pé quente.

Quais serão suas atribuições?

FEIJÓ – Tenho de conversar com o pessoal da comissão técnica para saber direitinho o que vou ter que fazer. O Marin me disse que tenho de ser o representante da CBF para as demandas da Fifa e dos Estados e cidades por onde a seleção passar.

O senhor vai ter um uniforme especial?

FEIJÓ – Terno, rapaz. Imagina nesse calor de Brasília, com paletó? E, depois, em Fortaleza, em Salvador? Mas vai valer a pena. A gente come uma lagosta, toma um chope e resolve. Vamos ser campeões.

Traz algo especial para dar sorte à seleção?

FEIJÓ – Duas imagens médias, uma de Santa Rita e outra da Virgem dos Pobres. Sempre que preciso as levo comigo e não tem erro. Tudo dá certo. Vou conversar com o Felipão para ver se dá para botar as imagens dentro do vestiário da equipe.

O senhor pensa em pedir à CBF que leve a seleção para Alagoas, nem que seja para um período de treinos?

FEIJÓ – Vai ser difícil. Todo mundo quer a seleção. Com esse convite, o povo do meu Estado já está satisfeito. Claro que outros colegas de federação queriam essa chefia. Mas a boa mesmo é a da Copa do Mundo. Desta eu estou fora. Imagina se o Marin vai convidar o mesmo duas vezes seguida?

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