Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Chefe da delegação do Brasil avisa que é 'pé quente'

Gustavo Dantas Feijó é prefeito de Boca da Mata e presidente da Federação Alagoana

Sílvio Barsetti - Enviado Especial, Agência Estado

14 de junho de 2013 | 18h36

BRASÍLIA - Convidado pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, para ser o chefe de delegação da seleção durante a Copa das Confederações, Gustavo Dantas Feijó se apresentou nesta sexta-feira à comissão técnica para saber quais vão ser suas atribuições até o fim da competição - a estreia do Brasil será neste sábado, contra o Japão, em Brasília.

Orgulhoso pela deferência "ao povo de Boca da Mata", município a 72 quilômetros de Maceió e do qual é prefeito, Feijó, que também preside a Federação de Futebol de Alagoas, contou que colocou na bagagem duas imagens católicas. "Vou levar ''uma'' Santa Rita e também a Virgem dos Pobres", revelou. Nesta entrevista por telefone, ele disse que vai tentar convencer o técnico Luiz Felipe Scolari a permitir que as imagens sejam levadas para os vestiários dos estádios em que o Brasil atuar na Copa das Confederações.

ESTADO- Como o senhor recebeu o convite para chefiar a delegação?

GUSTAVO DANTAS FEIJÓ - O presidente Marin me telefonou, depois da desistência do Rubinho (Rubens Lopes, da Federação do Estado do Rio, foi o primeiro a ser chamado) e me disse: ''Pega logo esse negócio, vamos lá, que vai ser bom pra você''. Eu aceitei prontamente.

ESTADO - E qual foi a reação em Boca da Mata com a honraria?

FEIJÓ - O povo de lá está orgulhoso demais, rapaz. Recebi muitos telefonemas, era uma felicidade só. Vai ficar melhor ainda quando trouxermos esse título. Sou pé quente.

ESTADO - Quais serão suas atribuições?

FEIJÓ - Tenho de conversar com o pessoal da comissão técnica para saber direitinho o que vou ter que fazer. O Marin me disse que tenho de ser o representante da CBF para as demandas da Fifa e dos Estados e cidades por onde a seleção passar.

ESTADO - O senhor vai ter um uniforme especial?

FEIJÓ - Terno, rapaz. Imagina nesse calor de Brasília, com paletó? E, depois, em Fortaleza, em Salvador? Mas vai valer a pena. A gente come uma lagosta, toma um chope e resolve. Vamos ser campeões.

ESTADO - Traz algo especial para dar sorte à seleção?

FEIJÓ - Duas imagens médias, uma de Santa Rita e outra da Virgem dos Pobres. Sempre que preciso as levo comigo e não tem erro. Tudo dá certo. Vou conversar com o Felipão para ver se dá para botar as imagens dentro do vestiário da equipe.

ESTADO - O senhor pensa em pedir à CBF que leve a seleção para Alagoas, nem que seja para um período de treinos?

FEIJÓ - Vai ser difícil. Todo mundo quer a seleção. Com esse convite, o povo do meu Estado já está satisfeito. Claro que outros colegas de federação queriam essa chefia. Mas a boa mesmo é a da Copa do Mundo. Desta eu estou fora. Ou você acha que vou ser convidado duas vezes seguida?

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