EFE/Srdjan Suki
EFE/Srdjan Suki

Chefe da Mercedes elogia Ferrari, mas promete resposta rápida na Fórmula 1

Equipe italiana teve vida facilitada após problemas nos pneus de Lewis Hamilton logo na largada da Austrália

Estadao Conteudo

27 de março de 2017 | 10h22

A primeira etapa da temporada 2017 da Fórmula 1 mostrou que a Ferrari deve mesmo rivalizar com a Mercedes pelas vitórias ao longo do calendário. No capítulo inicial desta batalha, a escuderia italiana levou a melhor com o triunfo de Sebastian Vettel no GP da Austrália no último domingo. O desempenho rendeu elogios até da rival inglesa.

"O Sebastian e a Ferrari foram merecidamente vencedores. A Ferrari atuou muito bem, e eles tiveram o carro mais rápido", considerou o chefe da Mercedes, Toto Wolff. "Algumas vezes você ganha, em outras perde, e hoje a Ferrari foi mais rápida. Isso nos coloca pressão desde o início. Foi assim que perdemos."

A vitória de Vettel foi definida logo no início. Com problemas nos pneus, Lewis Hamilton, que largara na ponta, precisou ir mais cedo para os boxes. Quando voltou, ficou preso atrás de Max Verstappen, da Red Bull, na quinta colocação. O alemão da Ferrari, então, aproveitou para abrir vantagem e confirmar o triunfo.

Como Wolff, o próprio Hamilton reconheceu os méritos da Ferrari e admitiu que Vettel foi o piloto mais rápido, mas a Mercedes promete responder à altura rapidamente. "Agora, é aceitar que a Ferrari nos derrotou. Mas nós vamos fazer de tudo para vencer em breve", prometeu o chefe da equipe.

Depois de três temporadas totalmente dominadas pela Mercedes - com títulos de Hamilton em 2014 e 2015 e de Nico Rosberg em 2016 -, a Fórmula 1 mudou as regras para este ano, tornou os carros mais rápidos e diminuiu a vantagem da equipe. Desde a pré-temporada, as apostas são de uma disputa intensa com a Ferrari, o que se confirmou ao menos neste primeiro teste.

"Vai ser uma disputa muito parelha, não teremos grandes margens entre as equipes e também entre os companheiros de time. Vai ser uma temporada mais estressante do que a passada, mas servirá para construir nossa personalidade", considerou Wolff.

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