Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Chefe do apito defende marcação de pênalti do Palmeiras

Sergio Corrêa diz que falta em Zé Roberto existiu e minimiza críticas

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2015 | 10h57

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, respondeu na manhã dessa quinta-feira às críticas do presidente do Fluminense, Peter Siemsen, que logo após o jogo com o Palmeiras, no Maracanã, pediu a renúncia do chefe da arbitragem brasileira. Segundo Corrêa, as declarações do cartola tricolor foram no calor do jogo e a comissão de arbitragem já vem fazendo tudo o que está ao seu alcance em relação à qualidade dos árbitros do País. O diretor da CBF avaliou ainda que o pênalti sobre Zé Roberto foi bem marcado.

Após a vitória do Fluminense sobre o Palmeiras por 2 a 1, pela Copa do Brasil, Siemsen esbravejou contra a atuação do árbitro gaúcho Leandro Vuaden. "Eu vi, revi, desci pro vestiário, vi e revi várias vezes. Não tem nem cheiro de pênalti. Eu realmente perdi a cabeça com o árbitro na saída de campo, fui agressivo, mas ele mereceu. Fui bem agressivo verbalmente", disse Peter Siemsen, referindo-se ao pênalti marcado em favor dos paulistas. "O Sérgio (Corrêa) deveria renunciar. Se não renunciar, é uma vergonha. Acabou, Sérgio, desculpa. Hoje, foi escandaloso."

Na manhã desta quinta, Corrêa comentou o lance. "Nós respeitamos (as declarações), o dirigente é o torcedor número 1 de sua equipe. Mas eu insisto: no momento atual, não existe mais nada a fazer em termos de treinamento em relação à arbitragem. Nós temos que trazer o vídeo, trazer a tecnologia para ajudar aquele ser humano que está sozinho e sendo atacado por todos os lados. Não existe nenhuma pessoa no mundo que possa trabalhar sob pressão e a gente querer tranquilidade. Isso é impossível", afirmou o dirigente.

Segundo Sérgio Corrêa, o pênalti para o Palmeiras foi bem marcado. "Nós temos que falar pela TV ou pelo campo? No campo de jogo, no ângulo de visão que eu imagino que ele tenha visto, o jogador, zagueiro, tentou virar para disputar a bola e tocar nas costas do Zé Roberto. Essa é a visão dele. E quem estivesse atrás do gol teria essa mesma impressão. Só que eu não entro na questão da interpretação porque o árbitro está aí, e tem menos de um segundo para deliberar se é penal ou não penal. E era o Zé Roberto, que é um jogador que nós conhecemos, que não simula, um jogador que não reclama. Tem todas os indicadores positivos para o árbitro interpretar como toque", ponderou.

"Tivemos nessa partida um gol milimetricamente anulado pelo assistente número 2 (José Javel Silveira), do Rio Grande do Sul, que foi muito bem anulado aos olhos da TV. Se ele tivesse deixado seguir e a equipe visitante tivesse feito o segundo gol, iriam discutir o milímetro. Eu estou dizendo e repetindo: vai chegar o momento que as pessoas vão reclamar que o arremesso lateral invertido no primeiro tempo foi responsável pelo resultado no segundo tempo", continuou Corrêa.

Ainda segundo o dirigente da CBF, as polêmicas não deverão influenciar a arbitragem da partida de volta, marcada para a próxima quarta-feira, no Allianz Parque. "Tudo é ingrediente. São situações que aumentam um pouquinho, mas os árbitros chegaram num nível de maturação que estão acostumados com esse tipo de declaração", declarou.

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