Laurent Gillieron/ AP
Laurent Gillieron/ AP

Comitê de Reformas da Fifa marca 1ª reunião para 2 de setembro

Chefe François Carrard anuncia encontro em Berna, na Suíça

Estadão Conteúdo

20 Agosto 2015 | 15h57

Chefe do novo Comitê de Reformas da Fifa, o advogado suíço François Carrard anunciou nesta quinta-feira a data da primeira reunião do grupo criado para propor mudanças na administração da entidade máxima do futebol, abalada por escândalo de corrupção denunciado no fim de maio. O encontro está marcado para os dias 2 e 3 de setembro, em Berna, na Suíça.

O Comitê de Reformas é integrado por dois representantes de cada confederação continental, dois indicados pelos parceiros comerciais da Fifa e pelo próprio Carrard. A Conmebol, da qual a CBF é filiada, indicou o espanhol Gorka Villar, seu diretor-geral, e Wilmar Valdez, presidente da Associação Uruguaia de Futebol.

A Fifa não revelou detalhes sobre a futura primeira reunião do seu novo comitê, criado após o escândalo que causou o indiciamento de 14 pessoas, entre empresários e dirigentes da Fifa, no fim de maio. Entre eles está o ex-presidente da CBF José Maria Marin, ainda detido em Zurique.

As prisões aumentaram a pressão sobre Joseph Blatter, que chegou a ser reeleito para novo mandato presidencial, mas anunciou sua saída quatro dias depois. Diante das críticas e cobranças dos patrocinadores da entidade, o suíço criou o Comitê de Reformas, com liberdade para propor mudanças na Fifa.

As propostas de reforma vão afetar diretamente o presidente da Fifa e seu Comitê Executivo, em razão da indicação de limites de mandato, publicação de salários e controle mais rigorosos dos candidatos nas eleições.

François Carrard foi escolhido para liderar o Comitê por causa da sua grande experiência na área. O suíço supervisionou nas mudanças no Comitê Olímpico Internacional (COI) após os escândalos na escolha de Salt Lake City para sediar os Jogos de Inverno de 2002. Ao todo, Carrard atuou como diretor-geral do COI por 14 anos, até 2003, em um período que incluiu o escândalo que levou à saída ou renúncia de dez membros envolvidos no escândalo da entidade.

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