Chegou a hora de Juninho Pernambucano

Chegou a hora de Juninho Pernambucano na Seleção Brasileira. Campeão francês pelo Lyon, o jogador ainda não havia conquistado a confiança de nenhum treinador da Seleção. Passaram Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão, Luiz Felipe Scolari e nada de ganhar uma vaga. Com Carlos Alberto Parreira a história mudou. Pernambucano é novo titular do Brasil e "estréia" contra a Argentina, quarta-feira, no Mineirão. Neste sábado, depois do treino da manhã, na Granja Comary, Juninho Pernambucano revelou ao Jornal da Tarde que estava esperando por essa chance há muito tempo. E melhor ainda que será em um jogo das Eliminatórias, valendo três pontos, diante de um dos mais duros adversários do Brasil. AE - Você praticamente estréia na Seleção na quarta-feira. Demorou muito para ter essa chance? Juninho - Muita gente, imprensa e torcedores comentam que tive uma ascensão rápida na Seleção, que foi tudo surpreendente. Na verdade, estou esperando a oportunidade desde 1999, quando joguei pela primeira vez pelo Brasil. Depois, tive uma chance em 2000 e ninguém mais se lembrou de mim. Estamos em 2004, e só agora eu voltei. AE - E volta contra a Argentina. Não poderia ser um adversário mais fácil? Juninho - Se fosse para escolher queria mesmo é estrear contra o time da minha rua lá em Recife. Seria o adversário ideal. Mas ainda bem que é contra a Argentina. Esperei tanto tempo por essa oportunidade, que nem olho para o adversário. Agora é a hora. AE - Mas são os argentinos, jogo que vale liderança nas Eliminatórias? Juninho - Não vou esconder que vai dar um friozinho na barriga. É um grande desafio. Só que todos os grandes jogadores gostariam de disputar uma partida como esta. Chegou a minha hora. Esperei muito por esse dia. AE - Conta a favor a situação favorável a que a Seleção chega para este jogo. A Argentina desfalcada e o Brasil inteiro. Favorito? Juninho - Não se pode falar em favoritismo entre Brasil e Argentina. Temos de jogar com aplicação, concentração o tempo todo. De minha parte, mais ainda. Tenho de retribuir a confiança do treinador. E jogar bem para não perder o lugar no time. AE - Está pressionado por ter sido eleito um dos preferidos do Parreira? Juninho - Não posso ficar pensando nessas coisas, tenho de me concentrar no jogo. Se eu entrar pensando que qualquer errinho vai me prejudicar, acabo fracassando. A prioridade não é só minha. Em primeiro lugar está a Seleção. Brasileira. O jogo não é só para mim. E não posso imaginar que está em jogo o meu futuro na Seleção. A responsabilidade é de todos.

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