Glyn Kirk/AFP
Glyn Kirk/AFP

Chelsea aciona Uefa para pedir punição em suposto caso de racismo

Clube afirma que atacante Hudson-Odoi foi vítima de ofensas vindas da torcida do Dínamo de Kiev

Redação, Estadão Conteúdo

18 de março de 2019 | 14h54

O Chelsea informou nesta segunda-feira que fez uma reclamação formal na Uefa contra um suposto caso de racismo, protagonizado por torcedores do Dínamo de Kiev, em jogo da Liga Europa, na quinta-feira passada. Segundo o clube, o atacante Callum Hudson-Odoi foi vítima de cânticos racistas nos minutos finais da goleada do time inglês por 5 a 0, na Ucrânia.

"Nós, sinceramente, condenamos este comportamento repugnante. Esperamos que a Uefa conduza uma investigação completa sobre o caso", disse o clube, em comunicado. Segundo o Chelsea, o presidente Bruce Buck e o secretário David Barnard reportaram a denúncia a um dos delegados da Uefa.

De acordo com a imprensa britânica, torcedores ucranianos emitiram cânticos, imitando macacos. O ato teria sido restrito a poucos fãs do Dínamo de Kiev, após um ataque do Chelsea.

Trata-se da segunda vez que o Chelsea denuncia atos deste tipo em jogos contra o Dínamo de Kiev. O primeiro caso aconteceu em 2015, quando torcedores da equipe ucraniana atacaram ao menos oito torcedores do time inglês durante uma partida válida pela Liga dos Campeões. Vídeos mostraram quatro homens negros sendo perseguidos nas arquibancadas durante aquele jogo.

Na ocasião, o Dínamo foi punido com a obrigação de jogar duas partidas com os portões fechados e ainda levou uma multa de 100 mil euros (cerca de R$ 431 mil). Após recursos, o time ucraniano conseguiu reduzir as duas sanções pela metade.

No início deste ano, a Uefa aplicou outra punição ao Dínamo, obrigado a jogar uma partida com parte da arquibancada fechada. Também levou uma multa. A causa também foi comportamento racista da torcida.

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