Tim Ireland/AP
Tim Ireland/AP

Chelsea cogita enviar torcedores antissemitas para cursos educativos em Auschwitz

Roman Abramovich, proprietário do clube londrino e judeu, encabeçou a nova iniciativa após cânticos contra o Tottenham Hotspur

Reuters

11 Outubro 2018 | 13h58

O Chelsea está cogitando enviar torcedores racistas ao antigo campo de extermínio nazista de Auschwitz para combater o antissemitismo no clube. O jornal britânico The Sun noticiou que Roman Abramovich, proprietário do Chelsea e judeu, encabeçou a nova iniciativa, que oferecerá aos torcedores a chance de frequentar cursos educativos no campo polonês onde os nazistas assassinaram mais de 1,1 milhão de pessoas, 90 por cento delas judias.

O presidente do Chelsea, Bruce Buck, acredita que a medida visa mudar as atitudes dos torcedores, ao invés de proibi-los de assistir partidas do clube do Campeonato Inglês. "Se você só proibir as pessoas, nunca mudará seu comportamento", disse Buck ao Sun.

"Esta diretriz lhes dá a chance de perceber o que fizeram, de fazê-los querer se comportar melhor." O Chelsea criticou vários de seus torcedores por cânticos antissemitas contra o Tottenham Hotspur, seus rivais de Londres, em setembro do ano passado.

Historicamente o Tottenham tem um núcleo de torcedores substancial na comunidade judaica londrina, e apoiadores do time vêm sendo alvo de cânticos antissemitas de torcedores rivais há anos. "No passado nós os afastaríamos da multidão e os baniríamos por até três anos", disse Buck a respeito de torcedores flagrados cantando ofensas raciais. "Agora dizemos 'você fez algo errado. Você tem a opção. Podemos bani-lo ou você pode passar algum tempo com nossos agentes da diversidade, entendendo o que fez de errado'." O Chelsea não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters.

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