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Chelsea convida vítima de racismo para ver o jogo de volta com o PSG

Impedido por torcedores ingleses de entrar no metrô em Paris, no jogo de ida, Souleymane foi chamado para ir ao Stamford Bridge

O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2015 | 11h31

 A diretoria do Chelsea trabalha rápido para corrigir o vexatório ato racista de sua torcida na terça-feira e convidou Souleymane e toda sua família para acompanhar o jogo de volta com o PSG pela Liga dos Campeões, dia 11 de março no estádio Stamford Bridge, em Londres. O francês foi impedido de entrar no metrô de Paris por torcedores do clube londrino por ser negro.

Acompanhado do técnico José Mourinho, o diretor de comunicação do Chelsea, Steve Atkins, esteve na sala de imprensa do clube nesta sexta-feira para ler um extenso comunicado do clube, no qual reprova totalmente a atitude discriminatória dos torcedores, mostra que os vândalos não passarão impunes e no qual tenta, ao menos, diminuir a dor sofrida por Souleymane.

A Polícia Britânica já identificou sete torcedores que participaram do ato deplorável. Além de impedir que Souleymane entrasse no metrô, os torcedores ainda cantaram uma música na qual se orgulham de ser racistas. Três deles já estão impedidos pelo Chelsea de acompanhar os jogos do clube no estádio.

"O Chelsea Football Club proibiu três indivíduos de entrarem em Stamford Bridge na sequência das investigações ao incidente ocorrido em Paris", traz o comunicado do clube, que garante dar total colaboração para banir do esporte esses torcedores que denigrem a imagem dos Blues.

"Envergonhado", como fez questão de frisar, José Mourinho se disse enojado com o ato e faz questão de se desculpar com Souleymane. "Me recuso a ser ligado a este tipo de pessoa e senti vergonha quando soube do ocorrido", disse Mourinho.

"Mas tenho orgulho de ser treinador do Chelsea, porque sei o que este clube é, estas pessoas não o representam. Não sei se ele (Souleymane) gosta de futebol, mas tenho certeza que se aceitar nosso convite, mudará a impressão errada que tem do Chelsea e verá que aqueles miseráveis não nos representam."

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