Divulgação/Chelsea FC
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Chelsea faz mudanças na gestão e desliga Marina Granovskaia, 'a mulher mais poderosa do futebol'

Diretora estava no clube londrino desde 2013 e foi assistente pessoal de Roman Abramovich; cargo será assumido interinamente por Todd Boehly, empresário americano líder de consórcio que comprou o time inglês por R$ 15,8 bilhões

Redação, Estadão Conteúdo

22 de junho de 2022 | 09h27

Após comprar o Chelsea, o empresário americano Todd Boehly começou a fazer reformulações no corpo diretivo do clube. Em nota divulgada nesta quarta-feira, a nova gestão comunicou o desligamento da diretora Marina Granovskaia, muitas vezes chamada de "a mulher mais poderosa do futebol" pela imprensa internacional. O cargo dela será assumido interinamente pelo próprio Boehly, que acumulará também a função de presidente.

A russo-canadense Granovskaia era o nome mais forte do futebol do Chelsea desde 2013, mas já tinha atuação relevante nos bastidores antes disso, pois era assistente pessoal de Roman Abramovich, ex-dono do clube, e atuava em diversas empresas dele. Desde que assumiu o cargo fixo no time londrino, foi responsável por transações como um acordo milionário com a Nike e a venda de Eden Hazard ao Real Madrid, por 100 milhões euros.

Além disso, a diretora conduziu inúmeras negociações de contratações de jogadores. Foi na gestão dela que o clube fez 11 de suas maiores vendas e dez de suas maiores compras da história. Apesar da relevância de Granovskaia internamente, o desligamento já era esperado, uma vez que ela tem a história fortemente vinculada a Abramovich, que precisou vender o clube porque é alvo de sanções desde o início da guerra na Ucrânia, por sua relação com Vladimir Putin.

Abramovich investiu seus milhões de dólares nas transações de atletas, mas Granovskaia era o cérebro dos negócios, isso na compra e na venda dos jogadores. Em 2018, a revista Forbes a classificou como número 5 em sua lista de "mulheres mais poderosas nos esportes internacionais". No comunicado, o Chelsea afirmou que Granovskaia "continuará disponível a Boehly e ao clube no tempo de duração da atual janela de transferências, com o intuito de orientar e ajudar na transição".

O clube londrino foi vendido no mês passado por 2,5 bilhões de libras, cerca de R$ 15,8 bilhões, o preço mais alto já desembolsado para comprar um time. O consórcio é liderado por Todd Boehly, sócio dos Los Angeles Dodgers. A compra encerrou a era de 19 anos do comando de Abramovich.

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