EFE/EPA/NEIL HALL
EFE/EPA/NEIL HALL

Chelsea tem venda aprovada pelo governo do Reino Unido por R$ 26 bi e deve ter aporte de R$ 1 bi

Time londrino sai das mãos de Roman Abramovich para ser adquirido por consórcio liderado pelo americano Todd Boehly, coproprietário do Los Angeles Dodgers

Redação, Estadão Conteúdo

25 de maio de 2022 | 11h47

A era Roman Abramovich, enfim, foi encerrada no Chelsea nesta quarta-feira. O período de 19 anos, em que o oligarca russo mandou no time londrino, foi finalizado com a aprovação da compra do clube pelo governo britânico. Os Blues foi adquirido por um consórcio liderado pelo americano Todd Boehly, um dos proprietários do Los Angeles Dodgers, uma das principais equipes de beisebol dos Estados Unidos, pelo valor de R$ 26,6 bilhões.

A aprovação foi efetivada após o governo britânico se certificar de que o russo não obteria lucro com a venda. Abramovich decidiu se desfazer do time diante da forte repercussão negativa da invasão russa na Ucrânia, no fim de fevereiro. O russo sofreu sanções do governo local, o que vinha prejudicando diretamente a gestão do Chelsea.

"Em razão das sanções que aplicamos contra aqueles ligados a (Vladimir) Putin e sangrenta invasão da Ucrânia, o futuro a longo prazo do clube só poderia ser assegurado diante de um novo proprietário. E estamos satisfeitos com os procedimentos de venda por não beneficiarem Roman Abramovich ou outros indivíduos que sofreram sanções (do governo)", afirmou Nadine Dorries, secretária de Cultura do governo britânico.

Por conta das sanções, o Chelsea vem sendo operado com uma licença especial concedida pelo governo. Com estas restrições, o clube não pode contratar, vender ou renovar o vínculo dos jogadores. Essa licença tem validade somente até o dia 31, terça-feira da semana que vem. A aprovação da compra vai permitir ao clube ter novamente uma licença permanente.

As negociações totalizaram um acordo de 4,25 bilhões de libras, algo equivalente a R$ 26,6 bilhões. A proposta contou com o apoio financeiro da Clearlake Capital. Mark Walter, presidente da franquia de beisebol, e o empresário suíço Hansjörg Wyss também estão envolvidos no negócio.

"Do investimento total feito, 2,5 bilhões de libras serão aplicadas para comprar as ações do clube. Esses recursos serão depositados em uma conta bancária congelada no Reino Unido com a intenção de doar 100% para causas de caridade, conforme confirmado por Roman Abramovich. A aprovação do governo britânico será necessária para que os recursos sejam transferidos da conta bancária congelada do Reino Unido", explicou o Chelsea por ocasião da venda, confirmada no início do mês.

O negócio aguardava as aprovações da Premier League, liga que organiza o Campeonato Inglês, e do governo britânico. O aval da liga foi concedido na terça-feira. A finalização do processo de compra vai permitir aos novos donos do clube, atual campeão mundial e da Liga dos Campeões da Europa, a iniciar os investimentos no time. A projeção inicial, de acordo com o jornal britânico The Telegraph, é de 200 milhões de euros, algo equivalente a R$ 1 bilhão.

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