Chicão não soube explicar o gol: ‘Canela, tornozelo...’

Zagueiro marcou o primeiro da vitória sobre o São Caetano que coloca o Corinthians na semi da Copa do Brasil

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2008 | 23h04

Quem faz gols em seqüência no Corinthians, vira ídolo da torcida mais rapidamente. E o zagueiro Chicão parece ter tomado gosto em balançar as redes adversárias. Depois de "desencantar" no sábado, diante do CRB (vitória por 3 a 2 no Pacaembu), nesta terça voltou a comemorar. Ele abriu o placar diante do São Caetano, aos 27 minutos do primeiro tempo, foi abraçado por todos os companheiros, beijou o símbolo e, depois, nem soube explicar como foi o importante gol.Veja também: Calendário / Resultados Sonho vivo: Corinthians vence e está na semi da Copa do Brasil"De caneleira, canela, tornozelo, sei lá. Nem vi onde a bola bateu", arrancou risos. "O mais importante é que a bola entrou. O Mano [Menezes, treinador] sempre pede para a gente ir para a área e brigar pela bola que uma sobra. Hoje arrisquei, disputei e fui feliz."No fim, viu seu nome cantado forte, junto ao do argentino Herrera. Depois de Tevez, mais um "hermano" caiu de vez nas graças da torcida. E, desta vez, apenas por ter dado um passe de gol para Acosta. "Fico muito feliz com este reconhecimento. É uma recompensa pelo bom trabalho", disse. "O mais importante é a equipe, ela depende de todos. Não marquei, mas o passe já vale muito para mim."E vale mesmo. Herrera, na verdade, foi o nome mais gritado durante os 90 minutos. E saiu elogiado por todos os companheiros, inclusive o capitão William. "Temos de continuar assim, com muita raça, determinação. Um exemplo que encontramos no Herrera, que nos dá muita força", disse.

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