Rodolfo Buhrer/Reuters
Rodolfo Buhrer/Reuters

Chile aposta na 'ressurreição' de Sánchez para chegar à terceira final seguida

Atacante teve temporada ruim pelo Manchester United e marcou apenas dois gols

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2019 | 04h30

Uma das razões da boa campanha do Chile, que enfrenta nesta quarta-feira o Peru por um lugar na final da Copa América, em Porto Alegre, é a recuperação física e emocional do atacante Aléxis Sánchez. Depois de uma temporada ruim no Manchester United, no qual atuou em apenas 27 dos 53 jogos da equipe e fez só dois gols em toda a temporada por causa de seguidas lesões, o atacante está recuperando o bom futebol.

Obviamente ainda é cedo para decretar a ressurreição do chileno que vem atuando bem nas partidas da seleção, mas ele vem dando sinais de ter superado os perrengues de 2018/2019. Na Copa América, ele já anotou dois gols – igualando a marca do ano todo em apenas quatro jogos –, deu uma assistência e vem sendo importante para a equipe.

Parte do otimismo é compreensível. Sánchez foi um dos grandes nomes do bicampeonato do torneio continental, em 2015 e 2016 – nesta edição, foram convocados 11 remanescentes das conquistas. A volta das boas atuações de Sánchez é vista como um sinal de que o tri é possível no Brasil. Se chegar ao terceiro título consecutivo, o Chile será apenas a segunda seleção com três conquistas seguidas de Copa América, repetindo o feito da Argentina em 1945, 1946 e 1947.

Vale lembrar que ambas as finais que o time conquistou (no Chile e nos Estados Unidos) foram contra a Argentina e vieram após decisões nos pênaltis.

Um mês atrás, a participação de Sánchez no torneio estava em dúvida. Uma torção no tornozelo direito havia sido mais uma da longa lista que o impediu de brigar para ser titular no sexto colocado do Campeonato Inglês. Antes dela, sofreu com uma entorse no joelho direito. Ele não esteve nos amistosos contra Estados Unidos e México, as duas únicas partidas do Chile em 2019 até então.

Após a convocação, o jogador fez um trabalho especial para se recuperar. Rueda decidiu vetar sua participação no amistoso diante do Haiti, em La Serena, para fazer um tratamento em Santiago. Fez reequilíbrio muscular e recuperação física. “O tratamento funcionou bem, mas acredito que Sánchez se sentiu muito bem acolhido pela seleção, e isso também ajudou na recuperação”, disse o treinador.

Sánchez ainda não conseguiu reviver os três bons anos no Barcelona e que foi alvo de uma disputa entre os times de Manchester quando decidiu sair. O United pagou ao Arsenal 30 milhões de libras (cerca de R$ 133 milhões) e ainda enviou o meia armênio Henrikh Mkhitaryan.

Pelo contrato de cinco anos, ele colocará no bolso 118,3 milhões de libras (R$ 527 milhões). Em 2018, foi o jogador mais bem pago da Premier League. Aos 30 anos, ele não foi protagonista sob comando de Mourinho nem do sucessor, Ole Gunnar Solskjaer, por causa dos problemas físicos.

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