Montagem fotos de Mario Cruz e Tolga Bozoglu/EFE
Montagem fotos de Mario Cruz e Tolga Bozoglu/EFE

Chile, de Vidal, desafia Portugal, de Cristiano Ronaldo, por vaga na final

Melhores seleções da América do Sul e Europa se enfrentam em Kazan pela Copa das Confederações

Robson Morelli / Enviado Especial / Kazan, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2017 | 07h00

A primeira semifinal da Copa das Confederações vai ser mais do que uma disputa de 90 minutos. Há ingredientes de sobra no confronto de hoje, às 15h, em Kazan, entre Portugal e Chile. O primeiro deles passa pela classificação à final do torneio, teste da Fifa para o Mundial. De quebra, estarão frente a frente duas das melhores seleções do mundo. Não bastasse, há ainda um duelo capaz de apimentar qualquer decisão: Cristiano Ronaldo x Arturo Vidal.

O encontro reúne o melhor time da Europa (os portugueses ganharam a Eurocopa de 2016) contra a equipe mais eficiente da América do Sul (os chilenos são os atuais campeões da Copa América).

Mesmo que tardio, os russos vão se render a esses ingredientes. Para a Fifa é uma semifinal dos sonhos. Tudo o que ela precisava para convencer seus novos e antigos pares de que a competição em 2018 será um sucesso, agora sob o comando de Gianni Infantino.  Não à toa, Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor em campo nas três partidas de Portugal na fase classificatória. O melhor do mundo vive fase excepcional. Ele coloca sua seleção em outro patamar. Faz com que os rivais sintam medo, mas, acima de tudo, tenham respeito. “Temos uma equipe jovem e um treinador aplicado. Estamos na semifinal, que era o nosso objetivo. Temos agora de seguir trabalhando’’, disse.

Com ele, Portugal fez sete gols no torneio da Rússia – dois pelos seus pés (são 75 na seleção). O time ficou em primeiro lugar em sua chave, passando por Rússia e Nova Zelândia. Contra o México, ganhava de 2 a 1 até o minuto final, quando sofreu o empate.

Cristiano Ronaldo não jogou sozinho. Tem bons companheiros ao seu lado, mais seguros e confiantes. Mas é dele que se espera o ‘algo mais’ diante do Chile. As câmeras da Copa das Confederações certamente vão procurar seu maior astro.

O atacante tem retribuído o carinho com gestos espontâneos, como dar sua jaqueta para uma criança em cadeira de rodas ou mesmo repassar um troféu de melhor do jogo para Bernardo Silva. Sua desavença continua sendo com o Fisco espanhol, que morde seus calcanhares e o obriga a pagar mais impostos. Por isso, ele tem evitado as declarações e entrevistas oficiais, de modo a ser o mais breve possível.

Portugal só não é favorito porque do outro lado tem o Chile, e sua geração de ouro formada por basicamente três jogadores incontroláveis: Alexis Sanches, Eduardo Vargas e Arturo Vidal. Esse trio inferniza qualquer defesa. O Chile se rende ao talento e força do “Rei Arturo’’, como Vidal é reverenciado em seu país. Não é exagero. Vidal é um volante que não se cansa, que defende e ataca, que tira e faz gols e que, acima de tudo, não se entrega em campo. Assim será o Chile nesta semifinal. 

Vidal foi eleito o melhor contra Camarões. O Chile fez cinco pontos na fase eliminatória. Ganhou dos camaroneses, mas ficou no empate diante de Alemanha e Austrália. “Jogamos de igual para igual contra qualquer equipe. O importante é jogar ao máximo contra Portugal. Temos de atacar por todos os lados’’, afirmou o volante. 

Ele esbanja simpatia com os jornalistas. As tatuagens expostas e o cabelo moicano contrastam com a figura de um jogador brincalhão e sorridente. Vidal fez questão de dividir seu prêmio de melhor em campo com os companheiros. “Somos um time e quando estamos unidos, qualquer um pode ser o melhor.’’

Sobre seu encontro com Cristiano Ronaldo, Vidal reconheceu o talento do oponente, mas não se dobrou a ele. “Cristiano está fazendo as coisas muito bem, mas não jogamos contra ele. Nós gostamos de enfrentar equipes de primeiro nível’’, disse, sorrindo.

Quem se der melhor hoje, vai encarar o finalista de Alemanha x México, que jogam amanhã. 

 

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