Fernando Bizerra Jr./EFE
Fernando Bizerra Jr./EFE

Chile se esforça para não desperdiçar a melhor geração da história

Envelhecida, base duas vezes campeã da Copa América corre o risco do vexame de ficar fora da próxima Copa do Mundo

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

10 Outubro 2017 | 11h00

No jogo desta terça-feira, no Allianz Parque, o Chile luta por um objetivo mais amplo do que somente ganhar do Brasil pelas Eliminatórias e garantir vaga na Copa do Mundo. A partida vale para o futebol local a oportunidade de prolongar no elenco a geração mais vitoriosa da história do país, uma base vitoriosa pela conquista de duas Copas Américas, porém já envelhecida e pouca chance de disputar outro Mundial depois da Rússia, em 2018.

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Os possíveis 11 titulares da partida contra a seleção brasileira nesta terça-feira tem média de idade de 30 anos. Entre eles, sete integram regularmente o grupo da equipe chilena há cerca de dez anos e participam de competições internacionais pelo país desde a Copa do Mundo, de 2010, como são os casos de Jara, Valdivia e Beausejour, todos com mais de 30 anos.

O caso mais emblemático desse contexto é o do volante Arturo Vidal. O jogador do Bayern de Munique tem 30 anos e avisou anteriormente que encerraria a carreira na seleção chilena após a Copa do Mundo de 2018. Com a possível eliminação, esse adeus pode ser antecipado com o fracasso da equipe em conquistar a vaga. O atleta, inclusive, está suspenso e não enfrenta o Brasil.

O elenco chileno deu ao país os primeiros títulos da sua história, ambos na Copa América. Em 2015, o título em casa foi comemorado com êxtase pela torcida e no ano seguinte o roteiro vitorioso se repetiu, nos Estados Unidos. Como as duas finais foram vencidas diante dos vizinhos, os argentinos, deram à geração um status de heróis nacionais. Apenas a taça da Copa das Confederações escapou, com a derrota na final diante da Alemanha.

"Sei que podemos voltar do Brasil classificados ou eliminados. Faz parte do futebol. Estou preparado para qualquer uma das duas situações, porque sempre fui equilibrado, qualquer que seja o resultado", disse o técnico Juan Antonio Pizzi, que está no cargo há dois anos. O Chile começou as Eliminatórias com duas vitórias seguidas e depois, viu a campanha se complicar.

"Fizemos bons jogos nas Eliminatórias. Não creio que não tenhamos feito coisas boas em rodadas anteriores, mas é que na Copa América, fomos campeões porque pudemos progredir com a equipe, com tempo para trabalhar com os jogadores. O que nos resta agora contra o Brasil é fazer um jogo perfeito", comentou Pizzi.

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