Divulgação|Ronaldo Academy
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China comemora inchaço da Copa em 2026

País pode ter mais chances após aumento do número de participantes a partir de 2026

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2017 | 17h00

Os chineses comemoraram a decisão da Fifa, divulgada nesta semana, de ampliar o número de seleções na Copa do Mundo a partir de 2026. O total de times passa de 32 para 48 e, com isso, os chineses acreditam que terão mais chances de conquistar uma vaga na Copa. A China é uma potência olímpica, mas quando se trata do futebol, está só engatinhando. Até hoje, o país só disputou a Copa de 2002 e ocupa o distante 83º lugar no ranking da Fifa.

O cenário para a Copa de 2018 não é muito favorável. Nas eliminatórias asiáticas, os chineses estão em último lugar no Grupo 1, formado também por Irã, Coreia do Sul, Usbequistão, Síria e Catar. Até agora, foram dois empates e três derrotas em cinco partidas. No segundo turno, os chineses vão precisar de um milagre – tirar uma diferença de oito pontos para a Coreia do Sul – para alcançar uma das duas vagas diretas para o Mundial da Rússia.

 A China não quer apenas jogar uma Copa, mas também quer fazer seu próprio Mundial. Por isso, estuda se candidatar para 2026 ou 2030. O problema é que já tem gente na fila. Como o torneio de 2022 será disputado no Catar, a China não poderia ser a sede de 2026 pela regra de revezamento dos continentes – os dois países se localizam na Ásia.

Se o foco for 2030, os chineses vão enfrentar outro obstáculo: a Copa está “prometida” para a candidatura conjunta de Uruguai e Argentina para celebrar o centenário do torneio. O presidente da Fifa Gianni Infantino se comprometeu com os uruguaios a fazer um Mundial no local da primeira edição depois de 100 anos de disputa.

As favas não estão totalmente contadas. A favor dos chineses está a enorme infraestrutura do gigante asiático. A China é um dos poucos países no mundo com capacidade de, sozinho, sediar 80 jogos em apenas um mês de acordo com o novo formato do Mundial. Dinheiro não falta. Basta olhar a lista de estrelas mundiais contratadas recentemente, como Carlitos Tevez e Oscar. Além disso, os chineses são parceiros comerciais da “nova Fifa” e patrocinaram o último Mundial de Clubes. Obviamente, a determinação para o desenvolvimento do futebol na China veio de cima. O presidente Xi Jinping é um entusiasta do futebol.

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