Chandan Khanna/ AFP
Chandan Khanna/ AFP

China cria teto de gastos para times de futebol em meio a aperto financeiro

Federação determina mudanças no limite de estrangeiros e valor pago aos atletas

Michael Church, Reuters

26 de dezembro de 2019 | 20h35

As autoridades do futebol chinês anunciaram grandes limites nos gastos dos times antes da temporada 2020, que incluem um teto para os salários de jogadores locais e estrangeiros, na tentativa de evitar a ruína financeira.

Os jogadores que entrarem na Superliga Chinesa na próxima janela de transferência do inverno local receberão no máximo 3,3 milhões de dólares (R$ 13,4 milhões) pós-impostos – a primeira vez em que um teto salarial é adotado na Superliga Chinesa em mais de uma década.

Além disso se adotou um teto de 1,4 milhão de dólares (R$ 5,7 milhões) nos salários dos jogadores chineses. Os clubes tampouco terão permissão de gastar mais de 1,1 bilhão de iuanes (R$ 229,7 bilhões) em suas operações ao longo da próxima campanha, e os salários não deveram ultrapassar 60% deste valor.

“Nossos clubes torravam muito dinheiro, e nosso futebol profissional não vem sendo administrado de uma maneira sustentável”, disse o presidente da Associação Chinesa de Futebol, Chen Xuyuan, de acordo com a agência de notícias Xinhua. “Se não adotarmos uma ação oportuna, temo que ele desmoronará.”

As novas regras foram confirmadas após uma reunião da Associação Chinesa de Futebol na quarta-feira, e não se estendem aos bônus que podem ser pagos, o que pode dar aos times alguma flexibilidade para atrair atletas destacados.

Os clubes também terão permissão de contratar um quinto jogador estrangeiro, um aumento da cota atual de quatro, mas só poderão colocar quatro estrangeiros em campo de cada vez.

Tornou-se frequente as autoridades procurarem conter os gastos excessivos na Superliga Chinesa desde que um grande desembolso com astros estrangeiros antes da temporada 2017 levou à contratação de jogadores como o brasileiro Oscar e o argentino Carlos Tévez com salários elevados.

No final daquele ano, uma taxa de 100% foi imposta a transferências de jogadores estrangeiros avaliadas em mais de 45 milhões de iuanes, e a mesma condição foi adotada em transferências domésticas avaliadas em mais de 20 milhões de iuanes.

Fundos vindos do setor privado do país estão inundando o futebol chinês desde que o presidente Xi Jinping, um torcedor que declarou seu desejo de melhorar o status da nação nessa modalidade, tomou posse em 2013.

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