Marcio Fernandes/ Estadão
Marcio Fernandes/ Estadão

Chulapa, Basílio e Edu passaram pelos campos da zona norte

Complexo de Campo de Marte produziu grandes ídolos

Gonçalo Junior e Glauco de Pierri, O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2015 | 17h00

O Campo de Marte ocupa um espaço mítico na história da várzea paulistana. Dos seis campos que formam o complexo da zona norte saíram craques que fizeram história no futebol profissional, principalmente nas décadas de 60,70 e 80. 

As paredes da sede do Cruz da Esperança, por exemplo, estão forradas de fotos antigas que fazem parte do patrimônio do clube. Norival Fernandes Ferreira, um dos diretores do clube, guarda as fotos como obras de arte. “A história do futebol está aqui”, diz. 

Muito antes de se tornar o Pé de Anjo, herói da conquista corintiana de 1977, um dos maiores títulos da história do Corinthians, o meia Basílio jogou ali. “Eu atravessava um brejo, naquela época era um brejo, para jogar bola. Foi ali que tudo começou na minha carreira”, diz o ex-jogador.

Serginho Chulapa, maior artilheiro da história do São Paulo, também começou na zona norte, onde morava. Quando jogou lá, era conhecido por Esquerdinha, referência ao chute de canhota. “Se não tivesse ido para o esporte e jogado na várzea, teria ido para a criminalidade”, confessa o auxiliar técnico da equipe do Santos. 

O lateral Zé Maria, que ficou conhecido como Super-Zé ao se destacar como um dos melhores laterais da história do Corinthians, passou pela várzea da zona norte antes de ser descoberto pela Portuguesa. Também jogaram nesses gramados nomes como Adãozinho, Cuca, Edu Bala, Ivair, o Príncipe e o goleiro Solito. Mais recentemente, o atacante Ewerthon, que jogou no Corinthians, Palmeiras e futebol alemão, é uma das  revelações da zona norte. 

Mais conteúdo sobre:
Futebolvárzea

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.