Gonçalo Junior/Estadão
Gonçalo Junior/Estadão

Churrasco une brasileiros e portugueses na entrada do estádio

Cardápio do churrasco português muda apenas o tipo de tempero e o prato principal - eles preferem o frango na brasa

GONÇALO JUNIOR, O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2013 | 22h35

BOSTON - Brasileiros e portugueses são nações irmãs até no momento de escolher a atividade de lazer. Fazer um churrasco no estacionamento do Gillette Stadium foi a maneira que encontraram para fugir do trânsito nas proximidades do estádio e fazer o aquecimento para a partida das 22horas. A cena, comum nos estádios brasileiros, parece inusitada na sisuda e bem comportada Boston. O churrasco acontece antes e depois do jogo.

"Nós chegamos cedo ao estádio para fugir do trânsito e fazemos o churrasco. Fazemos uma pausa para assistir à partida e depois voltamos para cá. O jogo acontece no meio do nosso churrasco", explica Bruno Victal, ex-jogador de futebol e que mora há 12 anos em New Hampshire, vizinho de Boston. Manoel Lopes também participa da confraternização. "Sempre fazemos esse churrasco", conta o torcedor corintiano ao exibir, orgulhoso, o endereço onde mora na cidade de Lowell: rua Corinthians. "Eu escolhi essa cidade por causa do nome da rua", conta.

O cardápio do churrasco português muda apenas o tipo de tempero e o prato principal - eles preferem o frango na brasa. "O resto é a mesma coisa", conta o operário Antonio da Silva, ao lado dos filhos e do genro. Eles moram em Providence há 27 anos e estão preocupados com a ausência de Cristiano Ronaldo, poupado por causa de um desgaste muscular. "Ele representa um terço do time", diz o tatuador Jiffail da Silva.

Apesar da desvantagem na escalação, eles sugerem rapidamente uma conciliação. "Vamos chegar à final da Copa do Mundo juntamente com o Brasil. Aí, não será possível prever o resultado", diz Antonio da Silva.

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