Chuteiras de Robinho ajudam Carlinhos

A vitória por 2 a 1 contra os reservas do São Paulo teve um pouco de Robinho, apesar de o grande ídolo continuar ausente, pensando apenas na sua transferência para o Real Madrid: as chuteiras azuis de Carlinhos, autor do gol que deu os três pontos ao Santos, foi um presente do atacante para o garoto, quando ele foi chamado para passar a treinar com os profissionais. "Acho que elas me deram sorte", disse Carlinhos, a caminho dos vestiários, logo depois que o árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho apitou o fim do jogo e a torcida ainda gritava "Carlinhos, Carlinhos, Carlinhos". Explicou que é comum todo garoto, quando é promovido, pedir as chuteiras velhas de profissionais. "Para a minha sorte, calço o número de Robinho e foram as chuteiras dele que me ajudaram a fazer o gol da nossa vitória. É muita felicidade. Esperava jogar bem, mas fazer um gol logo no primeiro clássico que disputei foi bom demais. Esse é o sonho de todo jogador quando sobe para os profissionais". Considerado o melhor jogador do clássico, Carlinhos manteve a humildade e fez questão de, em nenhum momento, reivindicar um lugar no time. "Sempre gostei de ver o Léo jogar e me espelhar no seu jeito de atuar. Acho que as minhas características são semelhantes às dele e espero poder ser útil para o técnico e para os companheiros. Vou me aplicar nos treinos para, quando for preciso, estar pronto para entrar no time". Carlinhos afirma que pressentiu que poderia fazer o gol quando recebeu a bola na esquerda, fechou para o meio e limpou Fábio Santos. "Peguei bem na bola e acho que nem deu para o goleiro ver". Humilde, dedicou o gol à diretoria e ao técnico Gallo. Nem deu tempo para a torcida lamentar a perda do ídolo Léo, um dos líderes do time desde a campanha do título de 2002 e que foi para o Benfica, de Portugal, na última sexta-feira, e surge uma revelação na posição. Na saída da Vila Belmiro, o comentário entre os torcedores não era a elegância do futebol de Giovanni, com toques de calcanhar e passes de primeira, mas o gol do menino de 18 anos, que jogava no São Vicente Esporte Clube e saiu do juvenil direto para os profissionais da Vila. "Vi apenas um jogo quando Carlinhos estava no juvenil e gostei. Logo em seguida, puxei o menino para o Santos B", conta Gallo. "É um garoto de muita qualidade, veloz e que leva a vantagem, ainda novíssimo, de já ser titular do Santos", conclui o técnico.

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