Cicinho: "O Cafu é titular e capitão e eu respeito isso"

O sonho de qualquer jogador é disputar uma partida, principalmente se for um jogo de Copa do Mundo. Quando se está na reserva, então, a briga para assumir a posição faz parte do trabalho. Mas um atleta do time brasileiro sabe que a sua situação não é simples: Cicinho. O lateral-direito é reserva do capitão e recordista Cafu (tem 18 jogos em Copas, junto com Taffarel e Dunga) e mesmo tendo ido bem na partida contra o Japão (na quinta, vitória por 4 a 1), ele discursa em tom de quem sabe que faz sua parte, mas não há muito pelo quê brigar. "O Cafu volta, ele é o titular e capitão do time e eu respeito isso. Estou trabalhando para ajudar o time e se o professor Parreira precisar de mim, estou à disposição", disse.Com a visão de quem faz parte do grupo de jogadores e pode ver o jogo de forma privilegiada, Cicinho espera que a seleção brasileira atue da mesma maneira que fez contra o Japão na partida de terça-feira contra Gana. "O time tem que jogar da mesma forma contra o Japão, assim conseguiremos vencer."Opinião parecida tem o titular Cafu, que reforça a avaliação de que o time está melhorando e vai subir de produção nos próximos jogos - que só acontecerão se o Brasil for se classificando no torneio. "O time num momento de crescimento e evolução. A equipe vai trabalhar para levar o Brasil adiante no torneio."Adriano está tranqüiloUm dos poucos que deram entrevistas nesta sexta foi o empresário Gilmar Rinaldi, agente do atacante Adriano, ameaçado de perder a vaga no time titular do Brasil devido às boas atuações de Robinho e à recuperação de Ronaldo. O empresário garantiu que o fato de poder se tornar reserva não incomoda. "O Adriano está tranqüilo, não vai criar problemas se perder a posição, o mais importante é a seleção", disse.De volta ao casteloCom a sexta-feira de folga, os jogadores e a comissão técnica aproveitaram o dia para descansar. A volta para o hotel foi calma, com vários atletas chegando bem antes do prazo final (22h30 local, 17h30 de Brasília). Muitos deles, inclusive, nem dormiram no Castelo Lerbach, saindo direto do Westfalenstadion, onde jogaram na quinta.

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