Cicinho recupera prestígio com Parreira

Cicinho teve apenas 45 minutos do jogo contra a Alemanha para recuperar o prestígio com Carlos Alberto Parreira. Jogou tão bem que já passou de dúvida a quase certeza no grupo do Mundial de 2006. O treinador ficou tão entusiasmado com a sua atuação que antecipou a sua escalação para a final da Copa das Confederações contra a Argentina, quarta-feira, em Frankfurt. O lateral, desconfiado, pede calma na Seleção e pressa para voltar ao São Paulo na eventual decisão da Libertadores. "Passaporte carimbado para a Copa do Mundo? É melhor esperar.Seleção sempre é muito difícil, complicado", comentou Cicinho, emendando com um largo sorriso, em uma mesa do restaurante Maredo, no centro de Nuremberg, onde almoçou no sábado ao lado de seu empresário, Juliano Leonel, na folga da Seleção. Nem mesmo os elogios de Parreira e a escalação antecipada para a decisão contra a Argentina conseguem convencer o jogador - ganhou valiosos pontos depois da vitória contra os alemães. Precavido, o lateral se defende com uma tese própria. "Seleção só é boa em três coisas: quando você é convocado, depois na apresentação e o jogo. Fora isso, a pressão é muito grande. Quando o time perde, desaparecem as coisas boas." Foi o que aconteceu após a derrota (1 a 0) para o México, segunda partida na Copa das Confederações. Ricardo Lavolpe, técnico dos mexicanos, comentou que havia explorado as laterais do Brasil para vencer o jogo. Caiu um caminhão nas costas de Cicinho depois das observações de Lavolpe. Recebeu duras críticas. No empate (2 a 2) contra o Japão, ele voltou a respirar. Jogou razoavelmente bem. E quando queria a confirmação, foi surpreendido com a escalação de Maicon na sua vaga nas semifinais diante da Alemanha. Entrou no segundo tempo e se deu muito bem. Passada a tormenta, o lateral conta com o título da Copa das Confederações para voltar ao São Paulo e ajudar o seu time na provável final da Libertadores."Vai dar tempo de eu chegar para disputar a final. O São Paulo fez um bom resultado (2 a 0) - faz o jogo de volta quarta-feira em Buenos Aires. Tenho certeza de que vai para a decisão. E pode contar comigo". Cicinho revelou que no sábado, depois da vitória do Brasil contra a Alemanha, recebeu ligações de dirigentes do São Paulo pedindo a sua volta imediata ao Brasil. "Eles me ligaram porque recebi cartão amarelo, foi o segundo. Pensaram que eu não poderia jogar a final, mas a Fifa zerou tudo. Disse que ficassem tranqüilos, na sexta-feira me apresento no CT. Se deixarem, jogo contra o Flamengo, domingo. Quando a fase está boa a gente quer é jogar." A fase é tão boa que, mesmo de contrato renovado com o São Paulo até 2008, Cicinho pode jogar na Espanha. O Betis apresentou uma boa proposta e espera fechar negócio quando o jogador conseguir o passaporte europeu. Detalhes finais da documentação do avô italiano de Cicinho estão sendo providenciados na Itália.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.