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Divulgação / Fifa
Divulgação / Fifa

Cidades recusam 'Padrão Fifa' e abandonam Copa de 2026

Nos EUA, Chicago e Minneapolis são contra as condições impostas pela entidade; no Canadá, Vancouver e Edmonton também abandonaram o projeto por se recusar a usar dinheiro público

Jamil Chade, correspondente / Genebra, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2018 | 07h42

Cidades americanas e canadenses se recusam a receber a Copa do Mundo de 2026, alegando que não aceitarão dar um "cheque em branco" para a Fifa ou seguir a cartilha estabelecida pela entidade em termos financeiros. Nesta sexta-feira, os organizadores da candidatura conjunta de EUA-México-Canadá apresentam o plano para a entidade máxima do futebol sobre como pretendem organizar o Mundial. Em junho, a Fifa vota entre o trio norte-americano e a candidatura do Marrocos.

No total, o projeto americano aponta para 23 cidades que poderiam receber a Copa. 17 delas estão nos EUA e incluirão locais como  Arlington (Texas), Atlanta, Baltimore, Cincinnati, Denver, East Rutherford (New Jersey), Foxborough (Massachusetts), Houston, Inglewood ou Pasadena (California), Kansas City, Landover (Maryland), Miami, Nashville (Tennessee), Orlando, Santa Clara e Seattle.

Confira a tabela da Copa do Mundo

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Em comparação ao Mundial de 1994, nos EUA, apenas duas sedes daquela Copa do Mundo voltarão a receber o evento: Pasadena e Orlando. Mas é a ausência de algumas grandes cidades que chama a atenção. Chicago e Minneapolis se recusaram a aceitar as condições impostas pela Fifa, principalmente no que se refere às garantias que teriam de dar sobre bancar qualquer tipo de risco ou déficit. Um dos critérios adotados pela Fifa é de que qualquer perda financeira precisa ser coberta pela cidade-sede. 

No caso de Chicago, a cidade é a sede da US Soccer, a federação que controla o futebol nos EUA. "A incerteza para contribuintes, aliada à falta de vontade da Fifa em negociar, eram claras indicações de que a campanha não era do melhor interesse de Chicago", declarou o prefeito Rahm Emanuel. 

No Canadá, a resistência também foi clara. Vancouver, uma das principais cidades do país e sede da final da Copa do Mundo de futebol feminino em 2015, se recusou a assinar as condições impostas pela Fifa. Para as autoridades locais, não havia possibilidade em dar um "cheque em branco" para a entidade máxima do futebol. 

A situação ainda mais curiosa é de Edmonton. Ainda que a cidade faça parte da candidatura apresentada nesta semana, seu governo anunciou horas depois que retiraria o nome do local da lista de possíveis sedes. 

Ricardo Miranda, ministro do Turismo do estado de Alberta, indicou que as informações sobre as condições eram "insuficientes" e que ele não estava disposto a deixar os contribuintes arcarem com eventuais perdas do evento. 

A parte canadense, portanto, se limitará a jogos em Toronto e Montreal. Do lado mexicano, três cidades foram confirmadas: Guadalajara, Mexico e Monterrey.

Capacidade

 Apesar da recusa de algumas das principais cidades, os organizadores americanos insistem que a Copa de 2026 terá a maior capacidade média de espectador por jogo. Em média, 68 mil lugares poderão ser vendidos por jogo. Três dos estádios contam com mais de 87 mil lugares. 

Os dados da Fifa ainda indicam que a entidade pode ganhar US$ 300 milhões a mais num Mundial na América do Norte em vendas de direitos de TV, em comparação ao que poderia obter no Marrocos.

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