Cinco armadilhas de Guardiola para roubar a vaga do Barcelona

Cinco armadilhas de Guardiola para roubar a vaga do Barcelona

Bayern precisa ganhar de 3 a 0 para levar a decisão ao pênaltis

O Estado de S. Paulo

12 de maio de 2015 | 10h59

O técnico mais reverenciado do mundo, o espanhol Pep Guardiola, tem nesta terça-feira talvez a missão mais dura da sua carreira desde que trocou o uniforme pelo terno e gravata. Para que seu Bayern de Munique se classifique para a final da Liga dos Campeões, o time alemão terá de superar o Barcelona, que abriu vantagem de 3 a 0 na partida disputada no Camp Nou.

Nem tudo que o Barcelona faz em campo foi ensinado por Guardiola, que comandou a equipe catalã antes de se transferir a peso de ouro para o Bayern, depois de um ano sabático, mas grande parte do amadurecimento de Messi, seu principal jogador, deve-se ao treinador que o dirigiu por temporadas. Parar Messi é o seu desafio também.

A situação de Pep é delicada olhando por todos os lados. O Bayern precisa fazer três gols no Barcelona para levar a decisão para os pênaltis. Tudo bem que o jogo é em casa, e o time será empurrado por sua torcida, mas a façanha é dura, digna de um milagre. O placar de 3 a 0 para o Bayern é a única condição que levaria a decisão para os tiros livres. Caso o trio infernal do Barcelona, composto por Messi, Neymar e Suárez, marque mais um gol, o Bayern terá então de fazer cinco para se classificar. Quais seriam as alternativas de Pep para esse jogo então?

1. Lotar o meio de campo

Congestionar o meio de campo e escalar o Bayern com um atacante fixo, na tentativa de incomodar a defesa espanhola e aproveitar qualquer bola que sobre na área pode dar resultado, abrir o caminho. Lewandowisk ou Thomaz Müller poderia ser esse cara.

2. Adiantar a marcação

Adiantar a marcação e tentar, com isso, induzir os jogadores adversários a erros de passe e, consequentemente, a ficar com uma bola roubada. O problema é que o próprio Pep treinou o toque de bola do Barcelona e sabe que os jogadores não se apavoram com a marcação e têm qualidade para tocar de pé em pé durante 90 minutos se for preciso.

3. Anular o trio maravilha

Anular o trio maravilha do Barcelona formado por Messi, Neymar e Suárez. Mas como? Com marcadores individuais durante os 90 minutos. Pep não é adepto desse tipo de comportamento em campo, mas tem de ter em mente que a partida vale classificação para a final da Liga dos Campeões. Poderia, ao menos, escolher Messi para marcar de perto. Foi o meia argentino que acabou com o jogo no Camp Nou.

4. Adiantar a defesa

Tentar jogar com a defesa em linha e adiantada, de modo a ficar mais próximo do campo do Barcelona, mais próximo do gol rival. O risco desse desenho tático é sofrer contra-ataques, dada a habilidade, inteligência e velocidade dos jogadores do time catalão. O risco é necessário neste caso. Risco de tomar outra surra histórica. O Brasil sabe que os alemães gostam de fazer gols.

5. Bolas paradas

Apostar nas bolas paradas, mesmo sem Robben e Ribéry, machucados, e tentar alguma coisa de cabeça, com seus jogadores mais altos, como Müller, Boateng e Lewandowisk. Pep sabe que precisa de um gol para só depois pensar no segundo e no terceiro. Da mesma forma, terá de sacrificar o esquema defensivo expondo o Bayern ao ataque do Barcelona.

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