Alex Silva/ Estadão Conteúdo
Alex Silva/ Estadão Conteúdo

Cinco maneiras de (supostamente) frear o Corinthians no Nacional

Próximo desafiante é o Grêmio: time de Tite não perde há 15 jogos

O Estado de S. Paulo

07 de setembro de 2015 | 16h44

Nunca um time vestiu tão bem a carapuça de o 'rival a ser batido' como o Corinthians nesta fase do Brasileirão. Depois de 23 rodadas, e bem antes da esperada reta final do campeonato, todos entram em campo na esperança de roubar pontos do líder, e impedir que ele avance. Não fosse as 15 partidas sem ser derrotado e a vantagem de cinco pontos na ponta da tabela (era de sete antes do empate com o Palmeiras), o Corinthians não seria esse bicho-papão que todos querem 'matar'. E por quê?

Porque se continuar dessa forma, em mais duas ou três rodadas, terá tanta vantagem que deixará o Nacional sem graça. Vai administrar a liderança sem correr riscos. O futebol não é como a F-1, mas é exatamente como as corridas de Hamilton que o time de Tite se comportará. O Fluminense não conseguiu frear o líder há duas rodadas. O Palmeiras lamentou o empate porquer esteve na frente três vezes, mas impediu que o time somasse dois pontos. Agora é a vez de o Grêmio tentar parar o Corinthians. A briga é boa porque o time gaúcho é terceiro na tabela, seis pontos atrás do primeiro colocado. Veja algumas maneiras de supostamente frear o Corinthians.

1 - Meio de campo

Congestionar o meio de campo é uma forma de equilibrar o setor e impedir que o Corinthians tenha facilidade onde mais tem força. Todas as jogadas nascem com os homens do meio, como Renato Auguto e Jadson. Agora até Marciel. Elias também faz isso, mas o volante está com a seleção e não vai enfrentar o Grêmio nesta quarta, como não atuou diante do Palmeiras também. O Corinthians tem velocidade e os mais habilidosos jogadores por ali. Atrapalhá-los é uma boa. Dividir as bolas de modo a impedir que pensem também é bom.

2 - Time bem postado

O Corinthians tem seu estilo de jogo, sistema tático e posicionamento bem definidos. Tite conseguiu montar tudo isso nesse um ano de trabalho, mesmo perdendo algumas peças ao longo da temporada, como Emerson e Guerrero. Não cairia na tentação de dizer que a equipe é uma máquina, mas também não seria de mais afirmar que todos no elenco sabem exatamente o que tem de fazer, a hora de atacar, a hora de segurar e cadenciar, de dar velocidade. Ser envolvido nesse esquema é como cair na teia de uma aranha. Já era.

3 - Agredir

Pressionar o Corinthians em seu campo não é tarefa das mais fáceis. É somente para quem tem uma equipe tão forte ou confiante quando o time de Parque São Jorge. A defesa é sólida, embora tenha sofrido três gols do Palmeiras. Fazia tempo que isso não acontecia. Nessa temporada não acorreu. O problema de atacar o Corinthians é o contra-ataque, sempre em velocidade com os homens de meio. É preciso ter uma recomposição imediata, porque quando Renato Augusto ou Elias ou mesmo Jadson pegam essa bola e avançam em direção ao gol e aos atacantes do time adversário, quase sempre dá boa jogada.

4 - Sem baixar a guarda

Um único momento sem concentração pode custar caro ao rival corintiano. Tem sido assim neste Brasileiro. O time martela, martela, martela até o adversário dar brecha e tomar o gol. Aí o time está morto. O Corinthians sabe dosar o ritmo quando está na frente. A confiança e tranquilidade de quem está em primeiro na tabela ajuda nesse ponto. Se tivesse passado à frente do Palmeiras, domingo, possivelmente teria vencido. Da mesma forma, é preciso ter atenção com seus atacantes, ora Luciano (agora machucado), ora Love, ora Malcom. A fase é tão boa que até Love está se achando e fazendo seus gols. A concentração deve ser durante os 90 minutos.

5 - Bola parada e pelas laterais

O Palmeiras sentiu a força da bola parada do Corinthians, muito por erros individuais e de marcação, diga-se. Mas as faltas cobradas por Jadson não são fáceis. Há ainda a chegada dos zagueiros, Gil e Felipe, que cebeceiam bem. É mais um poder de jogo do time de Tite. Jadson também vem se aprimorando nas cobranças direta, um perigo. Além disso, o Corinthians ainda sabe atacar pelas beiradas, com Fagner e Arana, ou com qualquer outro que esteja no setor. O esquema está montando e o treinador só vai mudando as peças. Montar barreiras nessas avenidas pela beira do gramado é uma forma de impedir que o time explore o setor com tranquilidade. Quanto mais o adversário puder enrolar e atrapalhar as jogadas ensaiadas por Tite, mais chance terá de impedir o sucesso do rival.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolcorinthiansgremiobrasileirão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.