Alex Siva/Estadão
Alex Siva/Estadão

Cinco maneiras de o STJD punir torcedores por suas brigas

Clube deve ser responsabilizado com multa em dinheiro, perda de mando e até exclusão do torneio, com ocorreu com o Grêmio

O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2014 | 17h15

O Corinthians decidiu tirar a mão da cabeça de seus torcedores, não de todos, claro, mas daqueles que 'atrapalham' o time, como Tiago Aurélio dos Santos Ferreira, pivô da confusão no Itaquerão em partida com o São Paulo. O torcedor, identificado pelo repórter Raphael Ramos, do Estado, como um dos 12 corintianos presos em Oruro, por causa de outra confusão, será processado pelo clube. A briga em São Paulo fez o STJD multar o Corinthians em R$ 50 mil e o tirar de seu estádio, onde poderia fazer renda de até R$ 1,5 milhão - como vendeu o mando para Cuiabá por R$ 1 milhão, o clube perdeu outros R$ 500 mil.

A medida, inédita em São Paulo, pode ser o caminho para resolver o problema da falta de controle das torcidas organizadas no futebol brasileiro. Conheça cinco medidas que poderiam ajudar nesse processo, umas vez que as uniformizadas rivais continuam se enfrentando antes e depois dos jogos.

1. Punição para os clubes

O STJD tem punido os clubes quando acha que sua torcida leva culpa no cartório dentro dos estádios, ou por objetos atirados ou por briga entre rivais ou entre os próprios 'uniformizados'. Geralmente o clube envolvido perde o mando e é multado em dinheiro.

2. Jogos com portões fechados

A prática já foi usada com mais frequência também por determinação de Superior Tribunal de Justiça Desportiva em caso de mandantes condenados. O time joga em casa, mas a presença de sua torcida, consequentemente sem ganhar dinheiro com bilheteria. Essa prática, se jogar em silêncio, deixa a partida fria demais.

3. Perda de pontos

Tirar pontos dos clubes cujas torcidas aprontam nos estádios ou em suas imediações não é uma prática adotada pela CBF ou pelo STJD. Mas poderia ser. Esse tipo de punição ocorrem somente quando o time usa jogador não regularizado para atuar. O caso mais emblemático dos últimos tempos é o da Portuguesa, que se valeu de Hevérton contra o Grêmio, pelo Brasileirão do ano passado, e ele não podia jogar porque estava suspenso. A Lusa foi rebaixada.

4. Eliminação do campeonato

Aconteceu com o Grêmio na Copa do Brasil, quando torcedores do clube gaúcho cometeram crime de injúria contra o goleiro Aranha, do Santos, chamando-o de 'macaco'. O STJD excluiu o Grêmio do torneio, mas depois voltou atrás e apenas tirou três pontos da equipe, o que, na prática, dava no mesmo.

5. Punição para as organizadas

O Ministério Público, em parcerias com STJD e até CBF, já puniu pesado algumas torcidas de São Paulo e do Brasil, com seu fim. Na prática, no entanto, elas continuam na ativa. A Mancha Verde, por exemplo, se chama hoje Mancha Alviverde, e nunca deixou de existir. Tem sede na frente do estádio do Palmeiras. Os clubes, de modo geral, sempre adotaram uma postura de parceiro com essas facções, fornecendo regalias, como ingressos e outras facilidades.

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