Francisco Seco/AP
Francisco Seco/AP

Cinco meses após deixar cargo, Luis Enrique reassume comando da seleção espanhola

Treinador precisou se afastar do cargo por causa da grave doença de sua filha, que depois acabou falecendo

Redação, Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2019 | 09h50

Exatos cinco meses após deixar o comando da seleção espanhola, posto do qual precisou sair por causa da grave doença que depois custou a vida de sua filha Xana, de 9 anos, Luis Enrique teve o seu retorno ao cargo oficialmente confirmado nesta terça-feira.

Ex-auxiliar do treinador, Robert Moreno vinha dirigindo a equipe nacional, que na última segunda encerrou a sua campanha no Grupo F das Eliminatórias da Eurocopa com uma goleada por 5 a 0 sobre a Romênia, no Estádio Wanda Metropolitano, em Madri.

Líder desta chave e garantida com folga na edição de 2020 do torneio continental, a Espanha fechou a sua participação no qualificatório de forma invicta, com oito vitórias e dois empates, além de 31 gols marcados e apenas seis sofridos.

Apesar do ótimo desempenho, o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, confirmou o retorno de Luis Enrique ao cargo e informou que o próprio Robert Moreno comunicou que o ex-comandante do Barcelona manifestou a ele o interesse de reassumir a direção técnica da seleção.

Depois de terem ciência deste desejo, Rubiales e o diretor esportivo da RFEF, José Francisco Molina, se reuniram com Luis Enrique e lhe ofereceram novamente o cargo. O presidente da entidade, inclusive, revelou que já estava prevista a volta do treinador, em compromisso verbal que foi tratado quando ele precisou se afastar do posto, no último dia 19 de junho, para ficar junto à família durante o complicado tratamento do grave problema de saúde de sua filha. A menina acabou falecendo no fim de agosto, vítima de um tipo de câncer ósseo.

"Perguntei a Luis Enrique se estaria disposto a voltar ao seu posto, e ele me disse que vai voltar encantado e nos agradeceu por cumprirmos a nossa palavra", explicou Rubiales, em entrevista coletiva nesta terça, na sede da RFEF, em Madri.

O dirigente também destacou que o técnico "sempre foi o líder deste projeto" atual da seleção, cujos focos principais são a Eurocopa de 2020 e as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. "Moreno continuaria como técnico da seleção se Luis Enrique não quisesse retornar", garantiu também o mandatário da entidade.

Antes de reassumir agora a seleção espanhola, Luis Enrique esteve à frente da equipe nacional por 11 meses, após ser anunciado como dono do cargo em 9 de julho do ano passado. Neste período de quase um ano, ele teve um bom retrospecto, acumulando seis vitórias, três empates e duas derrotas em 11 partidas.

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