Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Cinco motivos para explicar os fracassos do Palmeiras na temporada

Agora eliminada da Copa Libertadores, equipe terá somente o Campeonato Brasileiro para disputar

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2019 | 13h53


A queda precoce nas quartas de final da Copa Libertadores, na última terça-feira, deixa o Palmeiras com a necessidade de fazer uma autoanálise. Resta apenas o Campeonato Brasileiro como chance final de título na temporada e o clube terá de observar quais foram os erros cometidos para buscar uma correção de rota a tempo de evitar um novo fracasso. O Estado listou as principais falhas cometidas pelo Palmeiras nesta temporada.

Fracassos com reforços

O pacote de reforços do Palmeiras trazidos para a temporada não se traduziu em ganho técnico. Os atacantes Arthur Cabral e Felipe Pires, por exemplo, já se transferiram para outras equipes depois de poucas participações. O atacante Carlos Eduardo não se firmou, o volante Matheus Fernandes jogou só quatro vezes e o meia Zé Rafael ainda não se firmou como titular. 

Os demais jogadores trazidos no meio do ano, ainda não tiveram tempo para mostrar serviço. O atacante Henrique Dourado aguarda oportunidade para estrear, o meia Ramires e o zagueiro Vitor Hugo atuaram em poucos jogos e ainda enfrentaram problemas com lesões. O único a ter se destacado foi o atacante Luiz Adriano, autor de um gol contra o Grêmio.

Intertemporada

A parada do calendário para a disputa da Copa América fez o aproveitamento do Palmeiras despencar. Antes do torneio de seleções, a equipe tinha conquistado 79% dos pontos. Já depois do retorno das competições, a equipe desandou, foi eliminada da Copa do Brasil e da Copa Libertadores. O rendimento dos pontos ganhos passou para somente 38%.

O próprio elenco e o técnico Felipão admitiram a queda do nível de desempenho, porém não encontraram ainda uma forma de interromper esse processo. Fora as eliminações, a equipe acumula ainda seis rodadas sem vencer no Campeonato Brasileiro, sequência responsável por causar a perda de liderança. A equipe agora é terceira colocada na competição.  

Sumidos

Jogadores badalados trazidos como grandes apostas para o clube viraram coadjuvantes nesta temporada. O principal caso é do meia Lucas Lima. Contratado no começo de 2018, o ex-jogador do Santos sequer ficou no banco de reservas na partida contra o Grêmio, na terça-feira. A última presença dele em campo foi na eliminação para o Inter, na Copa do Brasil, há mais de 40 dias. O mesmo se passa com Miguel Borja. O colombiano trazido por R$ 33 milhões em 2017 só atuou três vezes depois da parada da Copa América.  

Suplentes não convenceram

No ano passado a equipe se deu bem no Campeonato Brasileiro e foi longe tanto na Copa do Brasil como na Copa Libertadores ao escolher formações diferentes a serem utilizadas nas duas competições. Já neste ano, quando acionou os reservas, o Palmeiras não teve boas atuações. Esses exemplos fizeram Felipão a não rodar tanto o elenco e a repetir mais vezes a presença dos titulares em campo. Jogadores muito utilizados em 2018, como Victor Luís, Mayke e Edu Dracena fizeram menos de 20 partidas na temporada.

Centroavante

A posição de centroavante continua como um problema crônico da equipe nesta temporada. Borja perdeu espaço, mas ao mesmo tempo Deyverson não convence o treinador. Para solucionar a falha, a diretoria buscou Henrique Dourado e Luiz Adriano no meio do ano. Porém, as contratações não chegaram a tempo de evitar as eliminações tanto na Copa do Brasil como na Copa Libertadores. Insatisfeito com as opções, o Palmeiras vai enviar Arthur Cabral por empréstimo para o Basel, da Suíça, e pode ainda negociar Borja com o Porto, de Portugal

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