Paulo Fernandes/Divulgação
Paulo Fernandes/Divulgação

Cinco motivos para o Vasco sonhar com a permanência na elite

Sem perder faz 5 rodadas, cruzmaltino aumenta confiança da torcida

O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2015 | 07h00

Após a surra por 6 a 0 diante do Internacional na 22ª rodada, muitos torcedores decretaram a 'queda antecipada' do então lanterna Vasco no Brasileirão, com míseros 13 pontos. O papo era o de que não havia time e bastava aguardar algumas rodadas mais para o rebaixamento ser sacramentado. Logo depois, outra derrapada, desta vez diante do vice-líder Atlético-MG em casa (1 a 2). O time não mostrava reação, estava 'morto'. Pois bem, a fase virou, o Vasco engatou quatro vitórias e um empate nas últimas cinco partidas (maior série invicta na competição no momento) e agora as contas são de quando a saída da zona de desconforto acontecerá. Veja cinco motivos para o torcedor confiar na permanência da equipe na elite nacional.

1 - Confrontos diretos contra outros ameaçados

Das 10 rodadas restantes no Brasileirão, em quatro o Vasco enfrentará times em igual ou parecida situação à sua na tabela, ou seja, também com a corda no pescoço pela queda. Ganhar de rivais diretos na luta contra a degola aumenta a confiança nos comandados do técnico Jorginho. A começar da próxima rodada, na qual enfrenta o Avaí, com seis pontos a mais e fora da faixa de queda. Hoje cinco pontos separam o cruzmaltino do alívio. O duelo será na Ressacada. Depois, ainda virão confrontos contra a Chapecoense (30ª rodada em casa), Joinville (36ª fora) e Coritiba (38º também como visitante).

2 - Melhor rendimento sob o comando de Jorginho

A chegada do técnico Jorginho e do auxiliar Zinho, pentacampeões mundiais, 'arrumou' o Vasco. Com a dupla, a equipe deixou de ser presa fácil dos oponentes, começou a jogar de igual para igual e resgatou o respeito dos oponentes. Exemplos de boa apresentação foram a partida equilibrada diante do Galo, apesar da derrota e 0 2 a 2 com o Cruzeiro num Mineirão completamente lotado no qual saiu de campo lamentando ter deixado uma vitória escapar tamanho foi o volume de jogo apresentado.

3 - Afinação de seus jogadores de frente.

Depois de fechar um turno com apenas oito gols anotados, recorde negativo da história do Brasileirão por pontos corridos, o setor ofensivo do Vasco 'desencantou'. Além de se reencontrar com as redes (ainda é pouco, mas o time já alcançou a marca de 18, mais que dobrando sua média em menor número de jogos),  alguns jogadores chamaram para si a responsabilidade e estão dando conta do recado. O maestro é o meia ofensivo Nenê, mas Andrezinho, Fernandão, Rafael Silva, Jorge Henrique, vêm colaborando bastante para as vitórias. Não há um artilheiro único, mas o setor agora também dá trabalho, e muito, aos goleiros do adversário.

4 - Defesa ajustada com três zagueiros

O Vasco dos 41 gols sofridos no Brasileirão, ainda dono da pior defesa da Série A, viu o setor sair da água para o vinho com a introdução do esquema com três defensores. Rafael Vaz, Rodrigo e Luan agora se completam e não ficam mais sozinhos quando um oponente ataca. Um dá sustentação ao outro. O time que sofria mais de dois gols por jogo e foi alvo de várias goleadas, agora vem de média de apenas um gol por partida nas últimas rodadas.

5 - Apoio da torcida na hora do aperto

Com o lema de "eu resolvi acreditar", o vascaíno resolveu abraçar seu time de coração num momento bastante delicado. Está indo em peso nos jogos da equipe, seja em São Januário, no Maracanã, ou mesmo fora de casa, e trocou as vaias aos jogadores por apoio incondicional os 90 minutos. Na base do grito do bem de sua torcida, o Vasco passou por Ponte Preta (1 a 0), Atlético-PR (2 a 0), Sport (2 a 1), Flamengo (2 a 1) nas últimas rodadas, ficou no quase diante do Cruzeiro ( 2 a 2 jogando bem melhor) e saiu do buraco para agora sonhar com um fim de ano de sossego.

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