Cinco motivos que explicam a vitória do São Paulo no Morumbi

Time se doa mais, corre mais, agredida mais e joga mais também

O Estado de S. Paulo

23 de abril de 2015 | 11h46

O São Paulo foi um time competitivo no Morumbi, na vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians, e, consequentemente, na classificação para a próxima fase da Libertadores, o que dá à diretoria um pouco mais de tempo para achar um treinador, já que o argentino Alejandro Sabella não se decide pelo Brasil. Em campo, liderados por Rogério Ceni, o time fez valer seu favoritismo em casa e deu um pouco de alegria ao torcedor, que entrou no estádio desacreditado, apesar de ter atendido o chamamento dos jogadores. Entenda o que mudou na postura do elenco comandado pelo interino Milton Cruz.

1. Pegada

O São Paulo mordeu mais no meio de campo e avançou sua marcação para impedir que o Corinthians jogasse fácil. Usou mais da força física de alguns atletas e tentou inibir qualquer tentativa de reação do rival, mais cotado para vencer a partida na véspera.

2. Resposta do craque  

Paulo Henrique Ganso não se escondeu, tampouco usou do expediente de tocar a bola para trás. Foi mais participativo do que em outras ocasiões, chamou o jogo e brigou pela bola, como deve ser sempre.

3. Faro de gol

Luis Fabiano, expulso infantilmente, ficou mais dentro da área, à espreita de uma boa bola para cutucar para as redes. Essa é a posição do atacante, entre os marcadores, trombando com a zaga o tempo todo.

4. Defesa

Rogério Ceni não fez única defesa importante nos 90 minutos. A zaga do São Paulo mostrou-se mais firme, apesar de alguns vacilos. Pelo menos, os atletas jogaram com vontade e disposição, mostrando os cravos das chuteiras em todas as divididas.

5. Com a torcida

Quando o time vai bem e a disposição é percebida nas arquibancadas, a torcida joga junto. Foi o que aconteceu no Morumbi nesta quarta-feira. Ao São Paulo faltava alma para ganhar e atuar, para cobrar e entender o que estava acontecendo em campo. Tudo bem que a expulsão de Emerson ajudou muito nisso, e depois a de Mendoza. Mas o time mudou da água para o vinho.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolsão paulo fccopa libertadores

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.